Casa TodosNacionalCuba espera nova vitória contra o bloqueio na ONU, apesar de chantagens

Cuba espera nova vitória contra o bloqueio na ONU, apesar de chantagens

por Irene Fait
Cuba espera nuevo triunfo contra el bloqueo en la ONU pese a chantajes

Cuba não é uma ameaça; o bloqueio imposto pelos Estados Unidos, sim. Diante da chantagem e da prepotência, a comunidade internacional voltará a escolher a verdade, a dignidade e a solidariedade internacional, afirmou o embaixador Ernesto Soberón.

O representante permanente de Cuba junto à ONU informou que, nos dias 27 e 28 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) retomará seu exame anual da resolução cubana que reivindica o fim desse cerco unilateral. Cuba chega à AGNU com a legitimidade de uma demanda justa, mantida ao longo de décadas e com amplo respaldo internacional, disse o diplomata, acrescentando que defenderão, “com exemplos irrefutáveis, os danos enormes e dolorosos que o bloqueio provoca ao povo cubano”.

Este ano — alertou —, a votação ocorrerá em um contexto especialmente grave, marcado pelo endurecimento sem precedentes da política de punição coletiva contra Cuba, incluindo um cerco energético e sanções secundárias a terceiros países.

A esse cenário, “soma-se uma ofensiva sem precedentes do Departamento de Estado, da Missão Permanente dos Estados Unidos junto às Nações Unidas (USUN) e das embaixadas norte-americanas ao redor do mundo para tentar alterar a vontade soberana dos Estados-membros e enfraquecer os níveis tradicionais de apoio alcançados pela nossa resolução”, observou.

Enfatizou que, “em um ano no qual os graves efeitos do bloqueio são impossíveis de ocultar, o governo norte-americano empreendeu intensas articulações diplomáticas, incluindo pressões diretas do Secretário de Estado, ameaças de sanções e possíveis represálias econômicas e políticas contra países de todo o mundo”.

“Isso foi complementado — ressaltou — por uma atuação diplomática agressiva do embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, e sua equipe de políticos oportunistas. Em seu esforço para desviar a atenção da rejeição avassaladora que o bloqueio gera em nível internacional, eles organizaram um evento mentiroso, de nítido caráter anticubano, na sede das Nações Unidas, no dia 19 de outubro passado”.

Lembrou que, “em seu empenho em atacar Cuba, os Estados Unidos levaram às Nações Unidas criminosos comuns e um indivíduo que consta na lista cubana de pessoas e entidades procuradas por atividades terroristas, nos termos da Resolução 1373 (2001) do Conselho de Segurança”.

O embaixador cubano alertou que o objetivo de Washington é fazer com que países que historicamente rejeitaram o bloqueio — por considerá-lo uma violação do direito internacional — mudem seu voto, abstenham-se ou até mesmo se ausentem da votação.

“Tentam mudar posições históricas na base da coerção”, afirmou. “O temor nos círculos próximos ao Secretário de Estado é tão grande que o Subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, lançou uma campanha politicamente motivada nas redes sociais, que visa desmerecer e desacreditar as conquistas da Revolução”, pontuou.

Acrescentou que tudo isso faz parte do objetivo — jamais alcançado — de dezenas de administrações norte-americanas de provocar uma mudança no sistema político, econômico e social de Cuba.

O debate que ocorrerá na sede da ONU, em Nova York, na terça e na quarta-feira, “transcenderá o nível das relações bilaterais entre Cuba e Estados Unidos, tratando-se de um tema de interesse da Assembleia Geral — presente em sua pauta há mais de 30 anos — que atrai um alto nível de participação e conta com ampla representatividade regional”, disse.

Além disso, estará em jogo — comentou — o respeito à igualdade soberana dos Estados, a liberdade de comércio e navegação, a não ingerência, bem como a vigência e a relevância da Carta das Nações Unidas”.

A dimensão humana dessa agressão contínua dos Estados Unidos não pode ser ocultada, indicou o representante do país caribenho junto ao organismo multilateral.

Fonte: Prensa Latina.

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