Por Roberto Morejón.
Ao longo de sua extensa carreira sindical, política e como estadista, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou os laços de amizade que o unem a Cuba, a ponto de figurar entre os principais críticos do bloqueio imposto pelos Estados Unidos à Ilha.
Lula, que cumpre seu terceiro mandato presidencial, tem muitas responsabilidades, mas frequentemente se expressa de forma amistosa sobre Cuba. Em uma carta enviada a um fórum em Havana por ocasião do centenário de nascimento do líder histórico Fidel Castro, o presidente Lula surpreendeu muitos com uma confissão.
O presidente brasileiro enfatizou que sua própria trajetória política foi guiada pela sabedoria e pelo incentivo do ex-presidente cubano e líder de sua Revolução.
A amizade entre ambos era conhecida, mas a franqueza do brasileiro, dada sua vasta experiência em mobilização de massas, sua liderança popular e nacional e seu papel como interlocutor com figuras estrangeiras proeminentes, chamou a atenção.
O ex-líder metalúrgico chegou a pedir o fim do que chamou de “maldito bloqueio” a Cuba e defendeu que seu povo pudesse viver sua vida.
Vale ressaltar que movimentos populares no Brasil mantêm campanhas em apoio a Cuba, cujos habitantes sofrem um duro castigo coletivo devido à intensificação do bloqueio e do cerco energético.
Lula tem se interessado pelo impacto de dezenas de medidas coercitivas impostas por Washington e recomenda ajuda humanitária a Havana.
Isso ocorre em meio a atritos entre Lula da Silva e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Este último, segundo alguns setores no Brasil, demonstra simpatia por Flávio Bolsonaro, rival político de Lula.
O chefe de Estado brasileiro chegou a dizer em tom de brincadeira: “Se Marco Rubio quer vir apoiar meu adversário, que venha, porque vamos derrotá-los em nome da defesa da democracia.”
Por coincidência, Rubio está na vanguarda dos setores mais recalcitrantes de Miami e do governo Trump em seus planos de estrangular Cuba, que atualmente está mergulhada em uma crise energética e sofrendo com a escassez de produtos, bens e serviços, principalmente devido ao bloqueio.
Rubio, que segundo Lula odeia Cuba, Colômbia e Brasil, afirmou recentemente que, se o governo cubano tentar contornar as medidas coercitivas de Washington, tentariam impedi-lo.
Nesse contexto, o presidente do Brasil emerge como uma das vozes mais influentes e contundentes contra os planos de estrangular os cubanos.
