Declarado há poucos dias nesta capital, neste sábado se comemora o Dia Internacional de Solidariedade com Cuba, com manifestações nas ruas, praças e parques de cidades ao redor do mundo, exigindo que os Estados Unidos cessem a atual escalada de agressão e ameaças contra a Ilha.
Liderando esse sentimento global está a iniciativa Caravana Nossa América que, desafiando o bloqueio energético dos EUA, reuniu mais de 600 ativistas de 33 países, representando cerca de 140 organizações políticas, sociais, culturais, religiosas, trabalhistas e de solidariedade.
Vários membros dessa plataforma, convocada pela Internacional Progressita e The People’s Forum, entre outros grupos, chegaram à Ilha com carregamentos de doações arrecadadas, totalizando aproximadamente 20 toneladas de medicamentos, painéis solares, alimentos e outros recursos vitais para mitigar as consequências e o custo humano do bloqueio intensificado dos EUA contra o povo cubano.
David Adler, coordenador da Internacional Progressista, reafirmou em Havana a necessidade de construir, por meio desta iniciativa, uma Frente Internacional de Solidariedade com Cuba que una a solidariedade de milhões de pessoas em todo o mundo.
Comentou que, diante do perigo representado pelas ambições imperialistas de Washington, não se pode ignorar um sistema de punição coletiva contra um povo inteiro, ao qual se tenta subjugar pela miséria e as carências. Isto é um crime contra toda a humanidade, afirmou.
Ele ressaltou que a prioridade atual é mudar a narrativa dentro do império e conscientizar a população sobre a situação para influenciar a opinião pública naquele país contra esse crime. Portanto, a contribuição da ajuda não pode ser quantificada apenas em termos dos próprios envios; sua principal contribuição reside na oposição às políticas de Washington.
Está previsto um Ato de Solidariedade para este sábado na sede do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, seguido de um concerto no Pavilhão Cuba, em Havana.
Esses eventos reunirão influenciadores, jornalistas, membros do parlamento, ativistas e figuras internacionais, apresentando diversas expressões artísticas que simbolizam a resistência travada atualmente pela nação caribenha e seu povo contra a agressão imperialista.
Fonte: ACN
