O embaixador cubano no Brasil, Víctor Cairo, concluiu sua visita ao estado de São Paulo com atividades focadas na integração e na solidariedade que a Ilha recebe atualmente. De acordo com publicações do diplomata na rede social X, um dos últimos itens de sua agenda incluiu uma visita ao Memorial da América Latina, onde prestou homenagem ao Herói Nacional Cubano, José Martí.
“Estes são tempos de integração e de lembrar, mais do que nunca, que os povos da região devem caminhar juntos, unidos, como a prata nas raízes dos Andes”, observou Cairo, evocando os ideais latino-americanistas do patriota cubano.
O embaixador cubano também se reuniu com representantes da mídia alternativa e expressou sua gratidão pela posição do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
“Solicitei o apoio deles na divulgação de informações sobre as consequências da guerra econômica sistemática dos EUA contra o povo cubano”, acrescentou.
Da mesma forma, sugeriu possíveis ações concretas para a cooperação internacional em apoio a Cuba, referindo-se ao potencial envolvimento do Brasil em propostas multilaterais.
Enfatizou que o Brasil tem a liderança necessária para convocar iniciativas de envio de combustível e para apoiar a adoção de um instrumento juridicamente vinculativo nas Nações Unidas que obrigue a cessação do bloqueio.
Acompanhado pelo cônsul geral de Cuba em São Paulo, Benigno Pérez, o embaixador reuniu-se com o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CBT), Adilson Araújo.
Sobre esse encontro, no qual agradeceu o apoio da organização, afirmou que ambas as partes trocaram opiniões sobre “a importância de fornecer uma solidariedade política e material efetiva a Cuba em um momento em que a agressão dos EUA se intensifica”.
A visita de Cairo a São Paulo também incluiu reuniões com representantes de organizações políticas, movimentos sociais, associações amigas e residentes cubanos.
Temas comuns nas reuniões foram a resistência de Cuba ao bloqueio, incluindo as atuais dificuldades de acesso ao petróleo, e a necessidade de expandir a cooperação bilateral em áreas estratégicas.
Fonte: Prensa Latina
