A Coordenadora Equatoriana de Amizade e Solidariedade com Cuba avança com os preparativos para sua 23ª Assembleia Nacional, agendada para os dias 24 e 25 de abril.
O encontro acontecerá na província de Imbabura, no norte equatoriano, e espera-se a presença de cerca de 300 delegados.
Sob o lema “Cuba não está sozinha”, a reunião congregará representantes de diversas regiões e organizações sociais de todo o país andino para um fórum de discussão sobre os desafios enfrentados pelo movimento de solidariedade com a Ilha no atual contexto geopolítico.
Os organizadores indicaram que o encontro proporcionará uma reflexão sobre o cenário internacional, marcado pela intensificação do bloqueio contra Cuba e pelas ameaças de Washington de uma possível invasão da nação caribenha.
Anunciaram ainda que o evento homenageará o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, no contexto do centenário de seu nascimento.
Da mesma forma, disseram que, durante a assembleia, expressariam sua discordância com a decisão do governo de Daniel Noboa de expulsar diplomatas cubanos credenciados no país em março passado, medida que atribuem ao alinhamento com a política externa de Donald Trump.
Apesar da posição oficial, vozes no Equador se manifestaram recentemente contra o bloqueio e em solidariedade a Cuba.
Na semana passada, dezenas de pessoas compareceram à inauguração da exposição “Contra o Bloqueio, Arte em Resistência”, que estará em cartaz até 28 de abril na Casa da Cultura Equatoriana (CCE), em Quito, apresentando cem obras de 50 artistas latino-americanos.
Os fundos arrecadados com a venda das obras da exposição “Contra o Bloqueio, Arte em Resistência” serão utilizados para a compra de medicamentos para Cuba.
Lenín Reyes, presidente do Comitê Coordenador Equatoriano de Amizade e Solidariedade com Cuba, denunciou que o povo cubano resiste não apenas ao bloqueio econômico, financeiro e comercial, mas também a um cerco energético que visa liquidar o povo e, por meio dele, sua Revolução.
