Trabalhar pelos interesses do Sul

Editado por Irene Fait
2023-06-15 16:35:41

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Por Maria Josefina Arce

“Aspiramos a uma nova ordem mundial, baseada na justiça, a equidade e a paz”, afirmou o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro. E este tem sido o compromisso permanente de Cuba defendido em tribunais internacionais, durante sua presidência de blocos regionais e com suas ações solidárias, ao longo de décadas.

Agora, como presidente pro tempore do Grupo dos 77+China, responsabilidade que assumiu em janeiro deste ano, Cuba busca unir esforços para, juntos, enfrentar os desafios comuns e trabalhar pelo bem-estar de nossos povos em um mundo cada vez mais egoísta.

Com este propósito, divulgou quarta-feira a convocação da Cúpula de chefes de Estado e de Governo das nações membros do G77+China, para o mês de setembro, em Havana.

O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, ao anunciar o encontro, disse que esta será a ocasião  propícia para reforçar a unidade e criar ações em busca de soluções aos problemas mais graves do mundo de hoje.

A pobreza, o analfabetismo, as desigualdades no acesso a serviços básicos para uma vida digna são problemáticas dos países menos desenvolvidos, que são marginalizados dos benefícios da ciência, a tecnologia e a inovação.

Por isso, o lema do encontro na capital cubana será “Desafios atuais do desenvolvimento: Papel da ciência, tecnologia e a inovação”, aspecto essencial para alcançar um progresso sustentável.

Cuba insistiu não só na necessidade de novas relações internacionais, nas que reine a solidariedade, mas também em que se trata de um principio básico de sua política externa em formato de ajuda incondicional a todos que necessitem colocando suas conquistas e experiências à disposição de todos.

A pandemia da Covid-19 mostrou quão justa é esta posição ao evidenciar que os graves problemas internacionais só se podem resolver através da cooperação, porque as multinacionais capitalistas querem ganhar dinheiro com qualquer coisa que for lucrativa.

Por isso, Diaz-Canel , ao convocar o encontro de Havana, ressaltou que os membros do Grupo dos 77+China estão precisando já dessa solidariedade, porque representam 80% da população mundial e mais de dois terços dos membros da ONU.

Cuba dá prioridade ao avanço dos interesses do Sul e que sua voz seja ouvida nas diferentes tribunas internacionais. Ao mesmo tempo, trabalha em prol de projetos que sejam proveitosos para as nações membros.

Em quase seis meses de presidência, a Ilha participou de momentos importantes para o Grupo com sua presença em diversos encontros no marco das Nações Unidas, e organizou, em Cuba, reuniões de ministros da Educação, Turismo e Cultura.

O encontro de setembro será uma oportunidade a mais para continuar avançando na realização de ações comuns e unificar posições para que a voz do Sul retumbe com força em qualquer lugar do planeta.



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