Cuba, a Ilha soberana

Editado por Irene Fait
2021-10-07 17:44:46

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Em 24 de outubro de 1492, o navegante Cristóvão Colombo, à serviço da monarquia espanhola, chegou à ilha de Cuba. Ele desembarcou ao norte da atual província de Holguín, na região oriental, abrindo o período de conquista e colonização do país.

Estima-se que à chegada dos espanhóis, a ilha era habitada por cerca de 100 mil indígenas. Cinquenta anos depois, restavam apenas cinco mil. Eram povos nômades, que praticavam uma agricultura rudimentar, a caça e a pesca, e não conseguiram suportar o regime de trabalhos forçados imposto pelos colonizadores. Hoje não temos nem descendentes desses primeiros habitantes.

Cuba, mais do que uma ilha, é um arquipélago com mais de 1.600 ilhotas espalhadas nas costas norte e sul. O território total do país é de 110.922 quilômetros quadrados, estando localizado no mar Caribe, à entrada do Golfo do México.

Com frequência, é comparada com um jacaré, por sua forma estreita e alongada. A distância de ponta a ponta é de 1.250 quilômetros. A parte mais larga tem 191 quilômetros, e na mais estreita só 31 quilômetros separam ambos os litorais. Por isso se fala muito de oriente e ocidente, e pouco de norte e sul.

A capital da República de Cuba é Havana, fundada em 1519. Tem 240 quilômetros quadrados e sua população é de pouco mais de dois milhões de habitantes. A segunda cidade em importância é Santiago de Cuba, que foi a primeira capital na época da colônia até 1556, sendo considerada o berço da Revolução de Fidel Castro.

O idioma oficial, e único reconhecido, é o espanhol. A população total do país está por volta dos 11 milhões.

Do ponto de vista geográfico, a maior parte da ilha é plana, com três maciços montanhosos: no oeste, a Serra de los Órganos; no centro, a Serra do Escambray; e no leste, a Serra Maestra, a maior de todas. Lá se encontra a altura máxima de Cuba, o Pico Turquino, com 1.974 metros sobre o nível do mar.

O clima é tropical úmido, e a temperatura anual média é de 24 graus centígrados. A temporada seca vai de novembro a abril, e a de chuvas entre maio e outubro, que coincide também com a de furacões. A umidade relativa oscila de 79 a 81%. O verão ocorre em meados do ano, característica do hemisfério norte.

A flora cubana é muito variada, com destaque para a Palmeira Real, considerada árvore nacional, o carvalho, o pinheiro, a caoba e a majagua. A Mariposa Branca, de três pétalas, é a flor nacional. Seu perfume é intenso, e cresce à beira dos rios.

A fauna se caracteriza pela abundância e variedade, porém, carece de animais ferozes ou venenosos. O pássaro nacional é o Tocororo, porque as cores de suas penas coincidem com as da bandeira: azul, branco e vermelho.

As primeiras vilas em Cuba foram fundadas pelos colonizadores espanhóis entre 1512 e 1519. Nessa época começou a exploração das riquezas da Ilha e o cultivo da cana de açúcar, que se tornou a principal fonte de ingressos até o século XX. Face ao extermínio da população originária, foi necessário introduzir escravos africanos como mão de obra para desenvolver a economia local, importante fato na formação racial e cultural da nação.

Ao passar dos anos, surgiram contradições entre os colonialistas espanhóis e a chamada aristocracia crioula, integrada por pessoas nascidas em Cuba que acumularam riquezas, mas não tinham poder político. Assim, em 1898 começou a primeira etapa da guerra de independência, liderada por Carlos Manuel de Céspedes, considerado o Pai da Pátria. O conflito militar durou dez anos, e terminou com um pacto em que o regime colonial garantia uma paz sem independência, aceito pelos patriotas em consequência do caudilhismo e do regionalismo que geraram a divisão em suas fileiras.

Após 17 anos, em 24 de fevereiro de 1895, foram retomadas as hostilidades. A última fase da guerra foi organizada por José Martí, o Herói Nacional de Cuba, e chefiada pelos generais Antonio Maceo e Máximo Gómez. Muitos dos combatentes tinham experiência militar, por terem participado da chamada Guerra Grande, a dos Dez Anos.

A etapa final da contenda durou apenas três anos. Em 1898, os EUA, que nasciam como potência, entraram na guerra sob pretextos banais. O resultado foi que o poder passou do regime colonial espanhol às suas mãos, desprezando os anos de luta e penúrias dos cubanos. Surgiu, desde então, o sentimento anti-imperialista no seio da população, que perdura até os dias atuais.

Após chegar a um acordo com a Espanha, Washington impôs na Ilha um governo interventor que durou até 1902, quando foi proclamada a República de Cuba. Na verdade, se tratava de uma pseudo-república, porque respondia aos interesses norte-americanos. Ao longo de 57 anos passaram muitos presidentes e governos que malversaram e roubaram o tesouro público, enquanto o povo se tornava cada vez mais pobre.

Em 1959 ocorreu o triunfo definitivo das ideias progressistas que vinham amadurecendo durante todo esse período. Foram três anos de guerrilha nas montanhas do leste do país, liderada por Fidel Castro, com o apoio da maioria da população.

Desde o primeiro momento, a Revolução teve um caráter democrático e popular, e foi se radicalizando ante as pressões dos EUA. Até hoje, os sucessivos governos norte-americanos não têm deixado de atacar Cuba por ter declarado, em 1961, o teor socialista do processo. Isso aconteceu pouco antes da invasão pela Baía dos Porcos.

Ao ressaltar que o povo tinha chegado finalmente ao poder, Fidel citou uma frase de José Martí: “Uma república com todos e para o bem de todos”. Os bens públicos que estavam nas mãos do capital estrangeiro, principalmente estadunidense, foram nacionalizados, houve uma reforma agrária para eliminar os latifúndios e entregar as terras aos camponeses, e uma reforma urbana, além de a saúde e a educação serem declaradas serviços prioritários e gratuitos.

Inúmeras são as obras da Revolução que transformaram o país. Ao mesmo tempo, se intensificou o cerco dos EUA, que teimam em tratar de dobrar à força um povo que pensa e age diferente, que trata de fazer do mundo um lugar melhor para todos.



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