Cerca de 250 milhões de americanos são chamados hoje às urnas para as eleições de meio de mandato, que definirão o equilíbrio de poder em Washington e os dois últimos anos de Donald Trump na Casa Branca.
O pleito deste 3 de novembro ocorre em um cenário de crescente tensão política, com a economia no centro das preocupações dos eleitores e o controle do Congresso na mira de republicanos e democratas.
Mas, mais do que uma renovação das cadeiras na totalidade da Câmara dos Representantes — 435 assentos — e em 35 das 100 vagas do Senado, as eleições colocarão à prova a liderança de Trump e a disposição dos eleitores em apoiar ou questionar os rumos da atual administração republicana.
O debate central gira em torno do custo de vida, da imigração, da gestão presidencial e dos recursos financeiros que movimentam a campanha.
Projeções da OpenSecrets indicam que os gastos totais chegarão a cerca de 11,9 bilhões de dólares, um recorde para esse tipo de eleição.
Caso os democratas recuperem uma ou ambas as casas, terão mais instrumentos para fiscalizar a administração, influenciar o orçamento e negociar ou bloquear iniciativas legislativas. Se, por outro lado, os republicanos mantiverem o controle, Trump conservará um ambiente parlamentar mais favorável para promover sua agenda — embora ainda enfrente obstáculos para a aprovação de iniciativas.
Na segunda-feira, o presidente Donald Trump proferiu seu discurso de encerramento da campanha, dedicando boa parte de sua fala à reabertura do espelho d’água do Monumento a Lincoln (Lincoln Memorial Reflecting Pool) e a outras mudanças realizadas na capital.
Ao referir-se às eleições de hoje, atacou o Partido Democrata, que “apresentou a lista de candidatos mais extrema e perigosa da história dos Estados Unidos”. Trump destacou que os republicanos fizeram “um esforço muito sério” neste ciclo eleitoral, admitindo que, “por alguma razão, o presidente em exercício não costuma vencer as eleições de meio de mandato, mas nós fizemos um esforço muito sério”.
Neste 3 de novembro, os norte-americanos elegerão 36 governadores em igual número de estados e em três territórios, além de outros cargos locais e estaduais.
Fonte: Prensa Latina.
