Diplomatas de diversos países, funcionários da ONU e amigos americanos solidários com Cuba participaram, na noite de quinta-feira, da inauguração de uma exposição fotográfica dedicada ao centenário do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz (1926-2016).
A exposição, que captura momentos de suas visitas históricas aos Estados Unidos durante os primeiros anos da Revolução, foi instalada na Missão Permanente de Cuba junto à ONU, em Washington, D.C., como parte das comemorações do centenário.
As imagens retratam diferentes facetas de Fidel: o líder revolucionário, o estadista, o internacionalista, o orador e o pensador, bem como sua capacidade de ouvir, dialogar e estabelecer conexões com pessoas de diferentes origens.
Na inauguração da exposição, o Embaixador Ernesto Soberón, Representante Permanente de Cuba junto à ONU, enfatizou que as fotografias transcendem seu valor documental e oferecem um vislumbre da vida de uma figura que moldou profundamente a história da ilha e também deixou sua marca nos principais debates internacionais de sua época.
Soberón enfatizou que, 100 anos após seu nascimento, o legado histórico de Fidel permanece intimamente ligado à defesa da soberania, independência e dignidade de Cuba, bem como a uma concepção de justiça social que colocou o ser humano no centro das prioridades da Revolução.
O diplomata cubano também ressaltou a dimensão internacional de seu pensamento. Lembrou que, para Fidel, a solidariedade não era um ato de caridade, mas um dever entre os povos que compartilham a aspiração de construir um mundo mais justo.
Essa visão se expressou na cooperação de milhares de profissionais cubanos nas áreas da saúde, educação e outras, bem como na contribuição de Cuba para as lutas contra o colonialismo e o apartheid na África”, enfatizou.
Da mesma forma, destacou a firme defesa de Fidel ao multilateralismo e ao papel das Nações Unidas como plataforma para expressar as preocupações e aspirações do mundo em desenvolvimento.
A exposição fotográfica — que contou com a presença da Subsecretária-Geral da ONU, Amina Mohammed — deu especial destaque à relação de Fidel com o povo dos Estados Unidos.
A esse respeito, o embaixador lembrou que, mesmo em meio às profundas diferenças que caracterizaram as relações bilaterais, o líder cubano “soube distinguir entre as políticas do governo dos Estados Unidos e seus sentimentos em relação ao seu povo, defendendo a possibilidade de diálogo e convivência pacífica com base no respeito mútuo e na igualdade soberana”.
Soberón também se referiu ao complexo cenário enfrentado pelo povo cubano como consequência da política de “pressão máxima” dos Estados Unidos e afirmou que compreender a resistência do povo cubano exige compreender a dimensão da obra da Revolução e o papel fundamental desempenhado por Fidel em sua construção.
Fonte: Prensa Latina
