A Federação Nacional de Consumidores e Usuários (Federconsumatori), uma das mais importantes da Itália, aderiu à convocação de uma marcha em Roma contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Em um comunicado que afirma “não podemos permanecer impassíveis enquanto uma nação inteira é subjugada”, Federconsumatori convoca todos os cidadãos a participarem da grande manifestação que acontecerá na capital italiana no próximo sábado e apoiada por dezenas de organizações.
O comunicado destaca a recente intensificação do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA à nação caribenha com a assinatura, pelo presidente Donald Trump, de uma ordem executiva em 29 de janeiro para impedir a entrada de combustível em Cuba, uma medida genocida que visa causar graves problemas econômicos e sociais.
“O bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos a Cuba soma-se a outras medidas econômicas que já causaram dificuldades à população” e, como consequência, “todo o sistema econômico da Ilha está gravemente afetado, complicando ainda mais as já difíceis condições de vida de seus habitantes”, afirma o documento.
Trata-se, enfatiza, do “desejo obstinado de subjugar um povo inteiro por parte daqueles que, especialmente na atual conjuntura política internacional, desrespeitam os princípios básicos do direito internacional”.
O comunicado ressalta que, “por essas razões, a Federconsumatori apoia firmemente a manifestação de 11 de abril em Roma, convocada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (ANAIC)”, para denunciar o bloqueio econômico, comercial e financeiro e suas consequências devastadoras para a população.
A convocação para essa marcha, também promovida pela Fundação Gianni Miná, conta com o apoio de importantes grupos como a Rede Global de Mobilização pela Paz, a Agência de Intercâmbio Cultural e Econômico com Cuba (AICEC) e a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL).
É ainda apoiada pela Associação de Promoção Social ARCI, pela Associação “La Villetta for Cuba”, a Rede de Comunistas, o Partido Poder ai Povo, o capítulo italiano da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade e a Associação para o Jornalismo de Paz.
As organizações juvenis Oposição Estudantil Alternativa (OSA) e Cambiare Rotta, juntamente com a Patria Socialista e a Refundação Comunista, o grupo Sementes da Paz, a União Sindical de Base (USB), o Partido Comunista e associações de cubanos residentes na Itália também vão participar.
Um editorial publicado pelo jornal Il Faro di Roma afirma que a manifestação “é um ato político necessário para romper o bloqueio, defender a soberania e reafirmar, mais uma vez, que a Revolução Cubana não está sozinha”.
Fonte: Prensa Latina
