“O governo dos Estados Unidos transformou a mentira em uma arma primária de agressão para reforçar seu ataque contra Cuba”, denunciou o vice-ministro cubano Carlos Fernández de Cossió em sua página no Facebook, onde refutou três falácias fundamentais usadas pelo governo americano para justificar o bloqueio econômico.
A primeira, segundo o vice-ministro, foi a declaração de Cuba, em 29 de janeiro de 2026, como uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA. Uma afirmação ridícula, observou, que “permite ao presidente aplicar sanções secundárias contra terceiros países como forma de forçá-los a aderir ao bloqueio econômico contra Cuba”.
Com base nessa premissa falsa, acrescentou, foram tomadas medidas que “privam Cuba do fornecimento de combustível e buscam provocar uma crise humanitária”.
Em segundo lugar, descreveu como mentira a designação de Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo. “Essa designação desencadeia uma série de ações agressivas e coercitivas que também violam o direito internacional”, enfatizou, observando que nem mesmo o próprio Congresso dos EUA conseguiu apresentar provas para sustentar tal acusação.
A medida, repetidamente imposta e revogada por diferentes governos de Washington, é considerada pela comunidade internacional um ato de coerção unilateral que contraria os princípios da Carta da ONU.
Por último, Fernández de Cossío refutou o fundamento da Lei Helms-Burton, que acusa falsamente o governo cubano de ter confiscado ilegalmente propriedades pertencentes a americanos. “Cuba nacionalizou legitimamente, por meio de expropriação, bens e propriedades de americanos, em estrita observância à legislação nacional e em plena conformidade com o direito internacional.”
O mecanismo de compensação previsto não pôde ser implementado porque o governo dos EUA o rejeitou enquanto “cometia o crime de organizar uma invasão militar mercenária e tentava assassinar o líder da Revolução”.
O vice-ministro concluiu que “o imenso poder dos EUA para usar e abusar de mentiras e disseminá-las até que se tornem admissíveis tornou-se uma arma eficaz de agressão e imposição de sua vontade unilateral e hegemônica em detrimento da paz e dos direitos de outras nações”.
Fonte: Granma
