O Foro de São Paulo expressou sua firme rejeição à intensificação das medidas coercitivas dos Estados Unidos contra Cuba e alertou sobre a situação na América Latina em face de agressões militares.
Em comunicado, a organização manifestou sua discordância com o aumento da perseguição contra o governo e o povo cubano, referindo-se à ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 1º de maio passado.
Seguindo uma iniciativa semelhante do dia 29 de janeiro, a nova ordem se sustenta no argumento de que a Ilha representa uma ameaça “incomum e extraordinária”. O Foro descreve tal argumento como acusação infundada, usada para justificar ações ilegais.
O Foro explicou que as novas disposições ampliam o escopo das sanções, visando instituições cubanas e atores estrangeiros ligados à nação caribenha por meio do congelamento de ativos e restrições a atividades econômicas essenciais.
O texto também alertou para a escalada da retórica agressiva de Washington e mencionou as declarações de Trump de ataque a Cuba após terminar no Irã.
Para o Foro de São Paulo, “a situação atual representa um momento crucial para os povos da América Latina e do Caribe”, e lembrou os ataques militares contra a Venezuela em 3 de janeiro.
Aquela agressão, ordenada por Trump, resultou na morte de mais de 100 pessoas, incluindo 32 cubanos, e levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos permanecem presos desde então em Nova York.
Além disso, o comunicado criticou o “silêncio cúmplice” da comunidade internacional diante dessas ações e conclamou as organizações multilaterais a se manifestarem contra o que considera uma escalada de ataques.
Fonte: Prensa Latina
