O governo da China rejeitou as novas sanções impostas pelos Estados Unidos contra pessoas e entidades vinculadas à cooperação com Cuba, incluindo duas empresas do país asiático.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que a cooperação entre Pequim e Havana é legítima e transparente.
O porta-voz expressou a firme oposição da China às sanções unilaterais ilegais, que carecem de fundamento no direito internacional e não contam com a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Além disso, rejeitou a chamada jurisdição de longo alcance e as ações de Washington para interferir e obstaculizar a cooperação entre os dois países. Guo reiterou o apoio da China aos esforços de Cuba para salvaguardar sua soberania e opor-se a ingerências externas.
A China adotará todas as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas, ressaltou.
As declarações ocorrem após o Departamento de Estado anunciar novas sanções contra duas pessoas e oito entidades, entre elas as empresas China National Electronic Import and Export Company (CEIEC) e Beijing H&C Technologies.
As medidas anunciadas aplicam-se em virtude da Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump em 1º de maio passado, a qual permite impor restrições a pessoas e organizações que, na avaliação de Washington, representariam ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro ampliou o alcance das sanções secundárias ao autorizar a aplicação de medidas contra estrangeiros que operem ou tenham operado nos setores de manufatura, tecnologia, eletrônica e atividades marítimas da economia cubana.
Durante seu pronunciamento em 28 de outubro na Assembleia Geral da ONU — antes da votação da resolução cubana que pedia o fim do bloqueio e que recebeu o apoio da maioria da comunidade internacional —, o chanceler denunciou o castigo coletivo representado por esse cerco unilateral.
O bloqueio de combustível equivale a um bloqueio naval; “é um ato de guerra, um ato de punição coletiva e de genocídio, proscritos pelo Direito Internacional”, ressaltou Bruno Rodríguez.
Suas consequências gravíssimas recaem sobre as pessoas, limitam seus direitos humanos fundamentais, afetam terceiros países e transformam necessidades essenciais da população em instrumentos de coerção política, acrescentou.
