O exército israelense intensificou seus ataques ao sul do Líbano com bombardeios aéreos e disparos de artilharia em 11 áreas, deixando sete mortos e mais de 20 feridos, incluindo um jornalista e um cinegrafista.
A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) informou que aeronaves israelenses atacaram as cidades de Arab Salim e Nabatieh al-Fawqa, na província de Nabatieh.
Segundo a fonte, um dos bombardeios atingiu a casa do falecido ex-prefeito de Kfar Rumman, Ali Muallem, enquanto outros ataques alvejaram Zawtar al-Sharqiyah e Kfar Tebnit.
A área próxima ao parque de diversões Farah, em Nabatieh al-Fawqa, foi alvo de intensos ataques, que também atingiram as áreas vizinhas próximas às Colinas de Ali al-Taher.
Os bombardeios em Nabatieh deixaram sete mortos e mais de 20 feridos, incluindo o repórter da Al-Manar, Ali Shbeib, e um cinegrafista que o acompanhava.
O exército israelense confirmou a realização dos ataques e afirmou que eles visavam membros e instalações do movimento de resistência Hezbollah, em resposta, segundo sua versão, ao lançamento de dois drones carregados com explosivos contra suas forças.
As forças israelenses causaram uma forte explosão na cidade de Mansouri, no distrito de Tiro, enquanto a artilharia bombardeou a área de Marj, entre Haniyeh e Mansouri, bem como Wadi Zibqin. No distrito de Bint Jbeil, também foram relatadas explosões em Wadi al-Salouqi, e ataques de artilharia atingiram os arredores de Quonine.
A nova escalada ocorreu apesar do acordo-quadro alcançado sob os auspícios dos EUA em 26 de junho, que estipula uma retirada gradual das forças israelenses do território libanês em troca do destacamento do exército libanês.
De acordo com as autoridades libanesas, a ofensiva israelense lançada em 2 de março resultou até agora em 4.362 mortes e 12.372 feridos, além de deslocar mais de um milhão de pessoas.
Israel mantém presença militar em diversas áreas do sul do Líbano, algumas ocupadas há décadas e outras durante a guerra de 2013-2014.
Fonte: Prensa Latina
