Amplos setores da sociedade chilena relembram Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, no centenário de seu nascimento. Em dias recentes, a Juventude Comunista da cidade de Valdivia organizou um evento político e cultural para destacar seu legado.
A antropóloga Florencia Paz Vargas-Henríquez, moradora de Valdivia, na Região de Los Ríos, e líder da organização juvenil, explicou: “Aproveitamos o evento para arrecadar dinheiro e artefatos para doar a Cuba, pois sabemos que duas pessoas (mãe e filha) viajarão para lá e podem levar malas de solidariedade”.
O principal objetivo do encontro foi abordar o tema do internacionalismo aliado ao anti-imperialismo, em um contexto de ascensão da extrema direita com seus métodos fascistas de genocídio.“Não hesitamos em apoiar Cuba e difundir o legado do nosso Comandante-em-Chefe, Fidel Castro.
“Mantemos esse legado porque, em 1960, um terremoto atingiu Valdivia, e foi Cuba quem nos enviou ajuda humanitária, médicos, suprimentos e outros itens essenciais”, relatou a ativista da solidariedade, afirmando que ser internacionalista não é apenas uma definição política ou de classe, mas também um dever ético.
Ela reconheceu que já haviam realizado um fórum de paz onde organizações juvenis se uniram para defender o povo palestino e as causas soberanas do mundo, reforçando o tema da luta popular contra as ideologias colonizadoras do imperialismo.
Concluiu sua mensagem afirmando que é um dever ético e militante conscientizar a sociedade sobre essas questões, dada a guerra midiática travada para alienar as pessoas com trivialidades e apagar as histórias das lutas populares. “Falar sobre Cuba e Fidel Castro nos ajuda nesse sentido.”
