Cerca de trinta cidades francesas acolheram manifestações no sábado, organizadas por diversos setores da sociedade para exigir a cessação do bloqueio dos EUA contra Cuba e denunciar a escalada das tensões com o cerco energético.
Em Lyon, Montpellier, Bordéus, Le Havre, Toulouse, Amiens, Brest, Lille, Grenoble, Nîmes e outras cidades da França, dezenas de pessoas responderam ao chamamento em apoio à Ilha, lançado pelo Partido Comunista Francês (PCF) com o apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT), associações e forças políticas.
Paris e a sua Torre Eiffel testemunharam uma concentração de quase 300 pessoas, um evento adornado com bandeiras cubanas, incluindo uma gigante, e bandeiras das organizações participantes, bem como faixas exigindo o fim do bloqueio imposto por Washington há mais de 60 anos.
A manifestação na Praça Jacques-Rueff, tendo como pano de fundo o icônico monumento, contou com discursos do embaixador cubano, Otto Vaillant, da líder comunista Charlotte Balavoine e do líder sindical da CGT, Laurent Brun.
Da mesma forma, discursaram na manifestação os líderes das associações de solidariedade France Cuba, Fabrice Leclerc; Cuba Coopération France, Manuel Pascual; Cuba Si France, Charly Bouhana; Marie-Pierre Pineau, representando a Cuba Linda; e Ana Katherine Martínez, falando em nome do Comitê Coordenador de Residentes Cubanos.
Do movimento de solidariedade com a Ilha, porta-vozes denunciaram o bloqueio econômico, comercial e financeiro e sua intensificação pelo governo do presidente Donald Trump com o bloqueio ao petróleo, o impacto devastador dessa política sobre a população civil e a natureza extraterritorial da agressão americana.
Em seu discurso, Vaillant condenou a tentativa de Washington de estrangular economicamente um país inteiro como forma de impor mudanças políticas e enfatizou que somente o povo cubano pode decidir seu próprio destino.
O diplomata expressou sua gratidão pelas manifestações do dia em diversas cidades francesas e afirmou que, diante do silêncio cúmplice da grande mídia em relação ao crime cometido contra a nação caribenha, a solidariedade demonstra seu valor e alcance. Por sua vez, Balavoine, chefe da campanha do Partido Comunista Francês (PCF) em apoio a Cuba, pediu maior apoio à ilha, tanto político quanto material.
Fonte: Prensa Latina
