Parlamento cubano inicia período de sessões com a presença de Raúl Castro

Editado por Irene Fait
2021-12-21 18:31:35

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Díaz-Canel y Raúl en la Asamblea

Havana, 21 de dezembro (RHC).- A Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba iniciou nesta terça-feira o oitavo período ordinário de sessões da nona legislatura, em Havana, com a presença do general de Exército Raúl Castro e do presidente Miguel Díaz-Canel. O órgão legislativo aborda temas econômicos e quatro projetos de lei que têm a ver com os tribunais militares, o processo penal militar, o ordenamento territorial e urbano e gestão do solo, e o Código das Famílias.

Nos dias prévios, os deputados debateram propostas e opiniões sobre os assuntos previstos na agenda, incluso o orçamento do Estado para 2022, além do controle sobre instituições e funcionários. Pela primeira vez desde que começou a pandemia da Covid-19 as sessões são presenciais, graças ao controle da situação epidemiológica fundamentalmente pela vacinação em massa da população, inclusive das crianças a partir de dois anos de idade.

Ontem, o presidente Díaz-Canel exortou a melhorar o processo de aprovação e implementação do investimento de capital e tecnologia proveniente do exterior, e a aproveitar seu potencial. Referindo-se ao informe apresentado pelo ministério do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, disse que é preciso capacitar e aprimorar a formação dos envolvidos nas negociações para garantir o cumprimento dos contratos, além de acelerar os procedimentos e acompanhar o andamento dos projetos.Indicou que as iniciativas de cooperação internacional devem priorizar o aumento da produção nacional em busca de maior impacto na economia.

Nesta terça, o ministro de Economia e Planejamento, Alejandro Gil, informou que o prognóstico para o ano que vem é de um crescimento de 4% no PIB – Produto Interno Bruto, mantendo o ritmo de recuperação gradual da economia baseado, principalmente, no aumento da produção nacional. Para 2021 se prevê 2%, rompendo a tendência negativa dos últimos 24 meses. “A tarefa é crescer sem mais importação, aumentando a eficiência”, apontou.

Destacou que desde o início da pandemia o país teve de enfrentar novas tensões, que se somaram ao endurecimento do bloqueio imposto pelos EUA, e mencionou a subida nos preços dos itens importados e dos fretes marítimos, e as afetações na logística do transporte no mundo todo. Indicou que os setores mais prejudicados no período foram a agricultura e a indústria manufatureira.

O turismo teve uma queda drástica por causa das restrições globais para evitar a propagação do Sars-Cov2. Cuba reabriu suas fronteiras no mês passado após consolidar os baixos índices de incidência da doença e vacinar da população com imunizantes próprios. Mesmo assim, se mantêm os protocolos básicos de prevenção, como o uso de máscaras, o distanciamento e a lavagem das mãos.



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