O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou na quinta-feira que a eficiência econômica deve estar a serviço da justiça social, princípio que sintetiza o significado da Revolução e seu compromisso com o povo.
Em seu discurso de encerramento na sétima sessão ordinária da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento), o presidente esclareceu que “as transformações econômicas e sociais no país não visam estabelecer um capitalismo desregulado, nem uma privatização maciça de bens nacionais, como alguns temem”.
“Não haverá privatização da saúde, da educação, da ciência, da cultura ou de serviços estratégicos para a nação, e isso precisa ficar perfeitamente claro”, enfatizou.
O chefe de Estado também destacou a vontade política de recuperar todos esses serviços, gerar receitas e riqueza e elevá-los a um nível de qualidade superior, mantendo-os gratuitos e universais.
Refletiu ainda que a recuperação econômica gradual deve caminhar lado a lado com a recuperação social, priorizando os mais vulneráveis e aqueles com necessidades mais urgentes.
Para alcançar os objetivos do país, exortou a romper com a inércia, remover obstáculos, mudar mentalidades, eliminar a burocracia e enfrentar resolutamente a corrupção o mais rápido possível.
Díaz-Canel chamou a atenção para a importância da descentralização dos poderes econômicos, concedendo-os às províncias, mas particularmente aos municípios.
Nesse complexo processo, ele ressaltou o papel de liderança do Partido Comunista de Cuba como a força motriz superior da sociedade e do Estado.
Por essa razão, instou a organização política a se atualizar e inovar quanto ao papel do partido e de seus membros nas empresas estatais socialistas, nas empresas privadas e na comunidade, bem como a estimular e promover espaços para o debate teórico e prático.
Acrescentou que padrões éticos cada vez mais elevados são exigidos de todos aqueles que ocupam posições de liderança na ilha caribenha.
Em relação ao papel da Assembleia Nacional, enfatizou sua responsabilidade de concretizar o pensamento do Herói Nacional José Martí de que “Pátria é humanidade”.
O presidente cubano também reconheceu as experiências positivas observadas durante as visitas a comunidades, municípios e províncias nos últimos meses e semanas.
Fonte: Prensa Latina
