Por Roberto Morejón.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está muito satisfeito com suas visitas a três países sul-americanos governados por políticos conservadores, ansiosos para posar numa foto com o enviado do governo Donald Trump.
O chefe do Departamento de Estado visitou o Equador, o Peru e a Colômbia, encontrando total sintonia e dirigiu suas críticas à China, foco da viagem, já que Washington deseja diminuir sua influência na região.
No Peru, a presidente Keiko Fujimori apresentou ao seu convidado o anúncio oficial da entrada do Peru no Escudo das Américas, uma plataforma criada pelos EUA, focada no combate ao crime transnacional, segundo dizem.
Quinze nações aderiram a essa iniciativa, todas com governos de direita, incluindo a Colômbia, a pedido do presidente Abelardo de la Espriella, que se orgulha de suas relações amistosas de longa data com Marco Rubio.
Com o recém-eleito Chefe de Estado, o visitante assinou um documento para garantir as cadeias de suprimentos na mineração e processamento de minerais críticos e elementos de terras raras, uma iniciativa-chave de Trump em todo o mundo.
Segundo o senador Iván Cepeda, ex-candidato à presidência, a entrega de recursos minerais estratégicos aos Estados Unidos em troca do que descreveu como “destruição ambiental” é rotulada como “cooperação econômica”, enquanto na Colômbia é apresentada como “segurança regional”.
No Equador, Rubio elogiou efusivamente o chefe de Estado Daniel Noboa, que possui dupla cidadania, sendo uma delas americana.
O chefe da diplomacia de Washington saudou Noboa como o melhor aliado da região no combate à ameaça do crime transnacional.
Não está claro se Keiko Fujimori se sente desvalorizada por essa declaração, visto que receberá assistência do Comando Sul, do FBI, da DEA e de outras agências federais americanas.
Independentemente da opinião de Fujimori, o fato é que Rubio fortaleceu a aliança de segurança buscada pela Casa Branca no Peru, na Colômbia e no Equador.
Essa conivência, dizem os críticos, é suscetível de ser adaptada a outros planos da superpotência, como sua hostilidade em relação a países progressistas.
Nesse sentido, resta saber se Rubio exerceu influência em Bogotá, Lima e Quito em relação às eleições presidenciais no Brasil, onde ocorre uma disputa entre a linha de Luiz Inácio Lula da Silva e o movimento de Bolsonaro, aliado de Trump.
