Ativistas brasileiros lançaram uma campanha de solidariedade para fornecer painéis solares a escolas cubanas, arrecadar fundos e destacar o crescente impacto do bloqueio econômico dos EUA contra a nação caribenha.
A iniciativa é promovida pela Rede Continental Latino-Americana e Caribenha de Solidariedade com Cuba e Causas Justas, capítulo Brasil, e começou a circular em formato preliminar na segunda-feira, disse Fernanda Tardim, uma de suas coordenadoras, em entrevista exclusiva à Prensa Latina.
“Iniciamos a campanha ontem. Nossa intenção é obter painéis suficientes para atender todas as escolas cubanas”, explicou Tardim, que reside em Vitória, Espírito Santo.
Ela afirmou que o objetivo é que o Brasil assuma a responsabilidade principal nessa área específica, enquanto outros países promovem apoio a Cuba em diferentes setores.
Entre as quase 20 organizações e entidades ligadas à campanha estão o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Tardim destacou que o Brasil, com mais de 220 milhões de habitantes, tem grande potencial para mobilizar amplo apoio cidadão no contexto atual.
“Queremos alcançar o máximo de pessoas possível”, afirmou, antes de se referir à intenção de conscientizar seus compatriotas sobre a situação em Cuba, que, segundo decreto presidencial de Donald Trump de 29 de janeiro, é considerada uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
Essa decisão, rejeitada em diversas partes do mundo, busca também impor tarifas adicionais a países que forneçam petróleo ao país caribenho.
Na visão de Tardim, essa política americana é um bloqueio genocida. “Continuamos com as campanhas de arrecadação de medicamentos e alimentos, mas também queremos avançar paralelamente com este projeto de painéis solares”, enfatizou.
Além disso, destacou o apoio de congressistas brasileiros aliados a Cuba e expressou confiança de que a mobilização social fortalecerá os laços históricos de solidariedade entre os dois povos.
“Vamos resistir, porque estamos juntos”, declarou a ativista, e também elogiou o que definiu como uma lição do povo cubano diante da adversidade.
Para muitos, essa iniciativa reforça a cooperação tradicional entre os movimentos sociais brasileiros e a ilha caribenha, em um momento em que a solidariedade se articula cada vez mais por meio de redes continentais.
Fonte: Prensa Latina
