O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) está promovendo sua participação em movimento de ajuda humanitária a Cuba, que busca levar alimentos, medicamentos e suprimentos médicos à população da Ilha.
Um comunicado divulgado pela Fundação Mauricio Grabois informa que Havana receberá a Caravana Nossa América para Cuba em 21 de março, um comboio coordenado por via aérea, terrestre e marítima.
A iniciativa visa levar alimentos, medicamentos e suprimentos médicos essenciais à população local, que enfrenta as consequências do intensificado bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
Segundo o comunicado, o partido participa da campanha juntamente com organizações como a União Nacional de Estudantes (UNE), a União Brasileira de Estudantes do Ensino Médio, a União da Juventude Socialista e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Centro Brasileiro de Solidariedade com os Povos e a Luta pela Paz, entre outros grupos, também fazem parte da iniciativa.
Para o Partido Comunista do Brasil, a ação é uma extensão de seus princípios internacionalistas de defesa da soberania nacional e solidariedade com os povos contra as práticas ilegais do imperialismo, acrescentou o comunicado.
Relembrou ainda que, em comunicado assinado pela Executiva Nacional do PCdoB em 30 de janeiro, o partido enfatizou que o que está acontecendo em Cuba é a “reafirmação de um imperialismo em crise e relativo declínio”.
Como declarou na ocasião, a nação caribenha foi mais uma vez escolhida como “alvo dessa política de agressão punitiva, assim como outros países da América Latina e do Caribe que resistem à subordinação, como a Venezuela”.
Por sua vez, a Secretária de Relações Internacionais do PCdoB, Ana Prestes, descreveu a situação atual na Ilha como “aterradora” e a comparou à extrema privação em Gaza.
Segundo Ana Prestes, Cuba sofre um “genocídio econômico”, marcado por grave escassez de eletricidade, combustível, medicamentos e alimentos.
O texto destacou que a campanha de solidariedade ganhou relevância global com o apoio manifestado pela ativista sueca Greta Thunberg, que se juntou à caravana, “enfatizando que a solidariedade internacional é a única força capaz de confrontar as pressões imperialistas de figuras como Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu”.
Fonte: Prensa Latina
