Figuras proeminentes dos Estados Unidos assinaram carta aberta na que exigem ao presidente Donald Trump a cessação de sua agressividade contra Cuba. Advertem que tentar subjugar um povo pela fome é uma forma de terrorismo.
Os atores Mark Ruffalo, Kal Penn e Susan Sarandon, a escritora Alice Walker e 22 membros do Conselho Municipal de Nova York se incluem entre o grupo de artistas, autoridades eleitas, figuras públicas e organizações que assinaram a carta.
“A fome e o sofrimento humano em Cuba são o alvo da mais recente ordem executiva de ‘emergência’ de Trump, que impede Cuba, uma nação insular, de importar petróleo ou qualquer fonte de energia necessária para sua sobrevivência”, afirma a carta, intitulada “Um Apelo à Consciência”.
Segundo o texto, publicado na conta X de The People’s Forum, “trata-se de uma manobra cínica e grosseira para desviar a atenção da opinião pública dos problemas internos que estão gerando enorme descontentamento popular e, como vimos com a Venezuela, um prenúncio de um ataque militar ilegal”.
A carta afirma: “Nós, juntamente com milhões de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo, rejeitamos este ato desumano contra o povo cubano”.
“Não se trata de uma política de segurança nacional; é um ato deliberado de guerra econômica com o objetivo de estrangular toda uma população”, enfatiza.
Lembra que o presidente Barack Obama (2009-2017) iniciou um esforço significativo para normalizar as relações entre os Estados Unidos e Cuba.
“Ambos os países reabriram suas embaixadas após 50 anos. Nos Estados Unidos, em Cuba e em todo o Hemisfério Ocidental, as pessoas saudaram isso como o fim das políticas anacrônicas da Guerra Fria que dominaram a relação”, acrescenta.
Mas Trump reverteu o curso estabelecido pelo governo Obama. Sua ordem executiva de 29 de janeiro classifica Cuba de “ameaça incomum e extraordinária” aos Estados Unidos.
Isso é obviamente falso, mas proporciona um pretexto para a imposição de severas sanções econômicas a qualquer país que tente fornecer petróleo ou fazer comércio com Cuba, enfatiza o Apelo à Consciência.
A mensagem alerta que “as consequências da nova ordem executiva serão medidas em sofrimento humano: famílias ficarão sem eletricidade, refrigeração, não poderão cozinhar; hospitais enfrentarão decisões impossíveis,e suspensão de tratamentos essenciais”.
Além disso, “a distribuição de alimentos e medicamentos será paralisada, enquanto os mais vulneráveis — crianças, idosos e doentes — sofrerão as consequências dessa crueldade”.
Conclamamos todas as pessoas de consciência a rejeitar essa crueldade e exigir o fim imediato do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por sucessivos governos americanos contra a Ilha, acrescenta a carta.
Argumenta que, por mais de 30 anos, a Assembleia Geral da ONU votou anualmente, por esmagadora maioria, pela condenação do bloqueio unilateral contra Cuba.
Fonte: Prensa Latina
