Por Roberto Morejón.
Cuba instou a comunidade internacional a mobilizar-se para evitar uma catástrofe humanitária no arquipélago caribenho, seja por agressão ou pelo bloqueio dos EUA, um apelo que há muito encontra eco no México.
Além de doações e vendas de petróleo em 2025, da entrega de ajuda humanitária e da defesa do direito dos cubanos de escolherem seu próprio destino, o México está implementando um ambicioso programa agrícola no país caribenho.
O programa “Semeando Vida” entrou em sua segunda fase, expandindo-se para regiões do centro e leste de Cuba, com o objetivo de fortalecer a capacidade de produção de alimentos e melhorar a qualidade de vida dos moradores locais.
Concebido para beneficiar cerca de 200 mil cubanos, o projeto, patrocinado pela Agência Mexicana de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, fornece máquinas, suprimentos e tecnologia para agricultores e membros de cooperativas em meio a uma grave crise material causada pelo bloqueio dos EUA.
A expansão deste programa produtivo e de bem-estar para províncias do centro e leste de Cuba ocorre em um momento em que os cubanos enfrentam um bloqueio energético e pressão para a retirada de empresas estrangeiras associadas a entidades locais,uma evidência clara do alcance extraterritorial do bloqueio.
Os cubanos, que padecem apagões prolongados, reduções drásticas no transporte e interrupções em serviços básicos como saúde e educação, também precisam lidar com um déficit na produção local de alimentos.
Daí a importância da cooperação mexicana, que gera empregos e fortalece as economias locais.
Cuba acolhe com satisfação esta estratégia de cooperação internacional do México na América Central e no Caribe, cujos pilares são o desenvolvimento da autossuficiência alimentar, o financiamento de insumos, a assistência técnica e a promoção da capacidade produtiva no setor agrícola.
Com a experiência positiva obtida anteriormente nas províncias ocidentais de Artemisa e Mayabeque, o programa “Semeando Vida” responde às necessidades de Cuba.
Este país solicitou ampla cooperação internacional para limitar bloqueios e outras medidas coercitivas destinadas a prejudicar os povos e a minar as prerrogativas soberanas dos Estados.
