Organizações políticas e da sociedade civil italiana convocaram manifestações em Turim, Roma, Milão, Sassari, Catânia, Florença, Gênova e Cassino, para exigir do governo o seu voto, na quarta-feira, na ONU, contra o bloqueio americano a Cuba.
O chamado, publicado nas redes sociais, convida organizações, partidos, associações e sindicatos — que há mais de 60 anos rejeitam a política de Washington contra a Ilha — a participarem das manifestações, programadas para as 18h (horário local) nessas cidades.
Segundo os organizadores, em Roma, o ato ocorrerá em frente ao Palácio de Montecitorio, sede da Câmara dos Deputados da Itália. A mensagem convoca as forças progressistas, democráticas, pacifistas e solidárias a participarem do encontro, que cobrará do governo italiano um voto histórico na Assembleia Geral das Nações Unidas a favor da resolução cubana.
A convocação destaca que este 28 de outubro marcará a 35ª vez que a ONU se reunirá para votar o texto que exige que os Estados Unidos ponham fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba. O texto ressalta que, na votação procedimental realizada nas Nações Unidas em julho deste ano — que visava decidir sobre a reabertura do debate a respeito do bloqueio —, o governo italiano absteve-se.
A mensagem recorda que as medidas de Washington contra Cuba tiveram início em 1962 e se intensificaram ainda mais, com um cerco energético total; trata-se de “um castigo coletivo contra um país pacífico que não representa uma ameaça para nenhuma outra nação”, afirma.
Nas últimas semanas, organizações sociais e partidos políticos solicitaram ao ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, e à primeira-ministra, Giorgia Meloni, que defendam uma posição autônoma diante das pressões de Washington e apoiem a vontade majoritária dos países que exigem o fim dessa política contra a ilha.
Consideram que a decisão de se abster na votação realizada em julho sobre o projeto de resolução apresentado pela diplomacia cubana nas Nações Unidas representou uma ruptura com a posição tradicional da Itália.
Fonte: Prensa Latina.
