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Enfraquece opção militar contra Venezuela

Por Guillermo Alvarado

Inúmeros setores, inclusive o chamado grupo de Lima - uma criação dos Estados Unidos - se desmarcaram nos últimos dias da possibilidade de uma intervenção militar contra a Venezuela para afastar o presidente Nicolás Maduro e destruir a Revolução Bolivariana.

Os membros desse clube antichavista reunidos em Bogotá, Colômbia, sob a batuta do vice-presidente norte-americano Mike Pence, mantiveram sua retórica agressiva e ofensiva, porém foram muito cuidadosos na hora de redigir a Declaração Final para que ficasse bem clara sua oposição ao uso da força armada para intervir na vizinha nação.

De modo que os próprios aliados de Washington em sua ilegal cruzada contra a Venezuela preferiram descer do navio de guerra antes de as chamas de uma eventual conflagração começarem a queimar seus próprios pátios.

Todos sabem que uma agressão militar contra a Venezuela teria nefastas consequências para todos os países da área, além de ser um antecedente muito negativo porque estaria legitimando o uso da força para atingir objetivos que nada têm a ver com ideologias nem doutrinas democráticas e sim com a apropriação de valiosos recursos naturais, neste caso o petróleo.

Antes de o grupo de Lima ter repensado a questão da intervenção militar, outros já tinham dado um passo ao lado e se negaram a seguir o governo de Trump.

A União Europeia deixou claro que sua aversão ao governo do presidente Maduro não inclui preparativos de guerra e chamou a buscar soluções à crise por meios políticos e diplomáticos, claro, sempre com o propósito de obter a mudança de regime, uma espécie de neologismo para qualificar um golpe de Estado.

Até o Brasil, cujo presidente Jair Bolsonaro parecia no começo disposto a optar pela solução militar, recuou nessas intenções.

O vice-presidente Hamilton Mourão garantiu que o Brasil não considera nenhuma hipótese que permita que os EUA utilizem seu território para agredir a Venezuela.

Na terça-feira, fracassou nova tentativa da Casa Branca de impor a via da força contra a Venezuela por meio do Conselho de Segurança da ONU, onde a maioria dos oradores rejeitaram e condenaram esta alternativa.

Assim, o autoproclamado presidente encarregado Juan Guaidó ficou sozinho clamando no deserto por uma intervenção estrangeira contra sua Pátria, um comportamento reprovável de todos os pontos de vista.

Por sinal, este senhor ficou numa situação embaraçosa depois de a bordo de um helicóptero oficial colombiano ter violado uma ordem judicial que o proibia sair do país, assim se quiser voltar à Venezuela poderá ser preso.

Todos estes acontecimentos não implicam o fim do perigo, nem devem ser motivo para baixar a guarda. Sem dúvida, novos ataques estarão sendo preparados, em Washington, ou em Bogotá, porque o inimigo, como o diabo, nunca dorme.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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