Por Maritza Gutiérrez.
Recentemente, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reuniu-se em Paris com Khaled El-Enany, diretor-geral da UNESCO. Este encontro é crucial num momento em que o bloqueio dos EUA contra a Ilha continua a gerar uma profunda crise em setores vitais como a educação, a ciência e a cultura.
Durante a reunião, Rodríguez enfatizou o apoio contínuo da UNESCO na busca de recursos e na mobilização de fundos, destacando o compromisso da organização com o desenvolvimento sustentável de Cuba.
Por mais de seis décadas, o bloqueio dos EUA tem limitado o acesso de Cuba a recursos essenciais. A recente ordem executiva do presidente Trump, que classificou Cuba como “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA, apenas intensificou essa hostilidade.
Nesse contexto adverso, a UNESCO é uma aliada estratégica apoiando programas e iniciativas cubanas que transformaram radicalmente o panorama educacional nacional desde a conclusão bem-sucedida da Campanha de Alfabetização em 1961.
A história da colaboração entre Cuba e a UNESCO é rica e significativa. A campanha de alfabetização de 1961, que surgiu como resposta à necessidade urgente de educação, recebeu validação internacional da organização, que reconheceu as conquistas do sistema educacional cubano.
Não é por acaso que Cuba recebeu o Prêmio Rei Seijón da UNESCO por seu método inovador de alfabetização, “Yo Sí Puedo” (Sim, eu posso), que continua a impactar a luta por uma educação inclusiva e de qualidade em dezenas de países.
Portanto, o recente encontro em Paris não foi apenas uma oportunidade para agradecer o apoio da UNESCO, mas também um espaço para reiterar mensagem clara: o compromisso de Cuba em continuar fortalecendo seus laços com esta organização é firme, mesmo diante da adversidade.
A situação atual é crítica e exige ações concretas; por isso, a UNESCO, ciente do impacto do bloqueio econômico, fez um apelo à comunidade internacional para garantir que todas as crianças cubanas tenham acesso a um ambiente educacional seguro e protetor.
Este apoio também demonstra a confiança da UNESCO em Cuba e na sua capacidade de organização e ação, e se traduz em objetivos alcançáveis que procuram fortalecer a resiliência do sistema educativo cubano. As autoridades do país reafirmam que a educação é um direito e garantia do futuro.
Neste caminho, Cuba não fica parada. Com cada desafio, ergue-se com maior determinação, convencida de que a educação não é simplesmente uma política pública, mas a pedra angular sobre a qual se constrói o amanhã.
O esforço conjunto entre Cuba e a UNESCO é uma garantia de sucesso, ainda mais em tempos turbulentos. Demonstra que a solidariedade e o compromisso podem transcender as barreiras impostas pelas políticas imperialistas.
