O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, reiterou que Cuba é um país pacífico e não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos.
O ministro cubano considerou absurdo o argumento do Departamento de Estado de que a pequena nação insular, em desenvolvimento, submetida a uma brutal guerra econômica, poderia representar um perigo para a maior potência militar, tecnológica e econômica do mundo.
Em sua mensagem no X, Rodríguez enfatizou que Cuba não ataca outros países, não permite que seu território seja usado contra outros e tem um histórico limpo no combate ao terrorismo, ao crime organizado internacional e à violência.
O governo dos EUA e suas agências de segurança e defesa estão bem cientes disso, afirmou o ministro cubano, acrescentando que tais argumentos fracos e falaciosos não podem ser usados para fabricar pretextos.
Na terça-feira, durante um debate no Senado, o senador democrata Tim Kaine reconheceu que, como membro das Comissões de Serviços Armados e de Relações Exteriores, nunca ouviu a sugestão de que Cuba represente uma ameaça iminente à segurança dos EUA.
Juntamente com Ruben Gallego, do Arizona, e Adam Schiff, da Califórnia, Kaine, da Virgínia, liderou uma proposta para impedir o uso da força militar pelo presidente Donald Trump contra Cuba.
Ao apresentar a iniciativa, que foi posteriormente rejeitada pelo Senado, Kaine reconheceu que o seu país está envolvido em hostilidades com Cuba porque utiliza forças americanas, principalmente a Guarda Costeira, para impor um bloqueio econômico devastador contra a Ilha.
O senador argumentou que os Estados Unidos não deveriam estar em guerra com Cuba a menos que haja um debate e uma votação no Congresso.
