O ativista italiano de solidariedade a Cuba, Michele Curto, declarou no sábado que apoiar Cuba em sua luta é uma convicção e que a solidariedade, quando visível e concreta, é uma forma de resistência.
O também presidente da Agência Cuba-Itália para Intercâmbio Cultural fez essas declarações à Prensa Latina por ocasião do Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba, em Havana.
“O que está acontecendo hoje é uma continuação do que aconteceu ontem, quando nos levantamos com milhares de moradores de Havana em uma data tão significativa para demonstrar que a Pátria se defenderá. Em um momento tão sensível, quando a ameaça de agressão armada é mais clara do que nunca, estamos apoiando o povo cubano”, disse Curto.
“Hoje, 28 dias após a chegada da segunda caravana de ajuda humanitária, estamos aqui. Este não é um evento isolado; sentimos verdadeiramente a necessidade de nos unirmos”, acrescentou.
Curto acredita que afirmar que Cuba não está sozinha é insuficiente. “Costuma-se dizer que Cuba não está sozinha, mas essa frase não dá conta de tudo.” “A ilha tem muitos amigos e representamos uma grande parte do mundo”, observou.
Da mesma forma, mencionou a necessidade de uma melhor organização para demonstrar essa solidariedade, pois, a nação caribenha embora esteja passando por momentos difíceis, conta com amplo apoio internacional. Michele também se referiu à sua visita às províncias do leste e à chegada de ajuda humanitária, especialmente para as vítimas do furacão Melissa, uma tarefa que sua organização vem realizando há vários meses.
“Viemos para cá e vamos viajar por toda Cuba. Sempre digo que, para mim, Cuba começa em Maisí, porque grande parte de sua história também pode ser lida a partir desse ponto. Quando a gente chega lá, percebe que esta é uma terra única, unida, leal e que resistirá.”
Além dos recursos materiais, insiste em que o maior valor da caravana reside na conexão humana. Afirma que a intenção foi avançar no ritmo do povo cubano, compartilhar suas realidades e demonstrar que, apesar das adversidades, existem caminhos possíveis para o futuro.
“Esta viagem foi muito significativa porque foi uma reação popular, em parte espontânea e em parte organizada. Todos vimos o que estava sendo feito contra Cuba. O bloqueio dos EUA não é novidade, mas o que aconteceu recentemente é ainda mais cruel, mais agressivo e representa uma ameaça muito concreta”, afirmou.
“A convicção de que a Pátria há de ser defendida é mais do que uma simples frase. Hoje e agora é o momento de dizer ‘Eu sou Fidel’, de defender juntos esta terra que amo e considero minha, e de lembrar ao imperialismo que, de fato, eles não passarão”, concluiu.
Fonte: Prensa Latina
