Dezenas de organizações políticas, sociais, trabalhistas e juvenis da Itália assinaram um pacto histórico de unidade em Roma, durante uma Assembleia Nacional de Solidariedade com Cuba, comprometendo-se a apoiar a luta que se trava em defesa da Ilha.
O evento, realizado no Centro Cultural Nuovo Cinema Aquila, no bairro de Pigneto, em Roma, reuniu representantes de grupos progressistas de toda a península italiana, que atenderam ao chamado para criar uma frente comum em apoio a Cuba diante das crescentes ameaças imperialistas dos Estados Unidos.
O tema do encontro foi “Cuba pela Paz: Contra a Agressão Militar e o Bloqueio dos EUA”, e seu apelo à ação enfatizou que as mobilizações nacionais em massa em apoio a Cuba, realizadas em toda a Itália em 11 de abril e 28 de maio, ressaltaram a importância de articular esforços em torno dessa causa comum.
Na assembleia realizada em 7 de junho, participaram o embaixador cubano na Itália, Jorge Luis Cepero, e o conselheiro para assuntos políticos, Damián Delgado. Em nome de seu povo, expressaram sua gratidão por tantas manifestações de solidariedade e apoio.
Cepero destacou que “Cuba vive sob a ameaça de agressão militar dos EUA e sob um bloqueio intensificado pelo governo americano, um bloqueio de natureza genocida, que impede o acesso a combustíveis, além de muitas outras medidas econômicas, comerciais e financeiras”.
O embaixador enfatizou que “Cuba é um país de paz; queremos a paz e defendemos a paz”, e não representa uma ameaça para nenhuma nação. Contudo, “se a ameaça de agressão militar dos EUA se concretizar, nós, cubanos, exerceremos nosso legítimo direito à autodefesa, com base no direito internacional”.
Os participantes, incluindo líderes de associações cubanas residentes na Itália, reafirmaram seu compromisso de apoiar a nação caribenha e declararam sua decisão de aderir ao pacto de unidade para sua defesa.
E ressaltaram a necessidade de uma rede de solidariedade e apoio a Cuba, baseada na luta contra o bloqueio, na denúncia do genocídio cometido pelos Estados Unidos contra o povo cubano e na defesa do direito internacional contra as ações do governo estadunidense que representam uma violação clara e sistemática do mesmo.
Fonte: Prensa Latina
