Parem o bloqueio contra Cuba e Petróleo para Cuba foram os slogans principais da marcha realizada por milhares de argentinos em solidariedade a Cuba no centro de Buenos Aires, como parte da campanha “Estamos com Cuba”.
Esta não é apenas mais uma ação, não é um protesto por protestar, é uma exigência de muitos argentinos, assim como de muitos ao redor do mundo, para que o governo dos Estados Unidos, agora sob a liderança de Donald Trump, ponha fim à guerra econômica com a qual tenta estrangular o povo cubano, declarou o líder sindical Oscar Verón à Prensa Latina.
Mais de cem grupos políticos, sindicais, sociais e de direitos humanos participaram da manifestação, enquanto quase cem figuras públicas, incluindo Adolfo Pérez Esquivel, Stella Calloni, Atilio Borón, Eduardo Barcesat, Tano Catalano, Rocco Carbone, Jorge Kreynes e Alicia Castro, entre outros, expressaram seu apoio.
Os participantes se reuniram inicialmente no cruzamento das avenidas Corrientes e Callao e marcharam pela Corrientes até a Praça do Obelisco, na Avenida 9 de Julio, no coração de Buenos Aires, onde realizaram um ato organizado pelo Movimento Argentino de Solidariedade com Cuba (MASCuba).
O principal intenção da iniciativa é visibilizar a brutal hostilidade da política de Washington contra Cuba intensificada ao extremo pelo governo Trump e seu Secretário de Estado, Marco Rubio, e agradecer à nação caribenha por suas ações solidárias.
Isto não é um apelo, é uma exigência que fazemos aos Estados Unidos: que ponham fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba, enfatiza a declaração assinada por todas as organizações participantes, cuja leitura encerrou o ato no Obelisco, onde ficou claro que Cuba NÃO está sozinha.
Mallory aconselhou a Casa Branca de Dwight Eisenhower que, como “a maioria do povo cubano apoia (Fidel) Castro”, as medidas mais severas deveriam ser aplicadas para “privar Cuba de dinheiro e suprimentos, reduzir seus recursos financeiros e salários reais, provocar fome e desespero e, assim, derrubar o governo”.
A declaração destaca que Fidel Castro, em seu discurso na escadaria da Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, lançou a reflexão humanitária: “Médicos e não bombas”.
Para a Argentina, isso significou que mais de 1.100 jovens pobres se tornaram profissionais de saúde, mais de 60.000 pessoas recuperaram a visão por meio da Operação Milagre e centenas de milhares aprenderam a ler e escrever com o programa cubano de alfabetização “Yo Sí Puedo” (Sim, eu posso), afirma o documento.
Fonte: Prensa Latina
