O secretário-geral do Fórum dos Combatentes da Batalha de Cuito Cuanavale (Focobacc), Espírito Santo José Malanga, afirmou em Luanda que Cuba sempre demonstrou uma admirável capacidade de enfrentar as dificuldades com dignidade, coragem e união.
Durante um evento no Museu Memorial da Batalha de Kifangondo, o dirigente africano expressou a profunda solidariedade de sua organização ao povo cubano neste momento desafiador, e o respeito “pela sua força e resiliência ao longo da história”.
No encontro, dedicado à comemoração do 65º aniversário da vitória cubana sobre as forças invasoras em Playa Girón (19 de abril de 1961) e do 49º aniversário da primeira visita a Angola do líder histórico da Revolução, Fidel Castro Ruz, em março de 1977, o secretário-geral do Focobacc destacou a resiliência dos nascidos em Cuba.
Em Quito, capital do Equador, acadêmicos, artistas e ativistas se reuniram no colóquio “Contra o bloqueio a Cuba: reflexões, solidariedade e internacionalismo” para expressar seu apoio à Ilha diante do bloqueio dos EUA.
O encontro ocorreu em uma das salas da exposição “Contra o bloqueio: Arte em Resistência”, que, desde 9 de abril exibe cem obras de 50 artistas equatorianos e latino-americanos.
O professor Lenín Reyes, do movimento de solidariedade com Cuba, agradeceu à instituição cultural por sediar a exposição e o fórum, que contou com a presença de estudantes universitários.
O analista político Valery Rosero reconheceu as contribuições de Cuba para a humanidade e considerou necessário avaliar tanto suas conquistas quanto as dificuldades que sua população enfrenta em consequência do bloqueio econômico.
Já um evento na cidade brasileira de São Paulo reuniu sindicatos, movimentos sociais e forças políticas para apoiar Cuba, denunciar o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e promover ações concretas de solidariedade.
A reunião, realizada na Casa de Portugal, foi organizada pelo Sindicato dos Professores da Educação Pública do Estado de São Paulo (Apeoesp) e congregou representantes de diversos setores comprometidos com a defesa da soberania cubana.
Os participantes denunciaram o impacto do bloqueio econômico, comercial e financeiro de Washington sobre o cotidiano do povo cubano, insistindo na necessidade de transformar a solidariedade em ações concretas e sustentadas.
O secretário de Administração e Finanças da Central Única de Trabalhadores (CUT), Ariovaldo de Camargo, enfatizou a importância da solidariedade ativa e, após relatar experiências recentes em Cuba, afirmou ter testemunhado diretamente os efeitos do bloqueio econômico sobre a população.
Por sua vez, a deputada estadual Maria Isabel de Azevedo Noronha criticou a política dos Estados Unidos e a vinculou a outras ações internacionais, denunciando ataques contra países como Venezuela e Irã e relacionando-os ao interesse de Donald Trump no petróleo.
Ai falar no evento, o cônsul geral de Cuba em São Paulo, Benigno Pérez, rejeitou as narrativas que retratam a Ilha como um Estado falido.
“Cuba não é um Estado falido. Cuba é um Estado sitiado, um Estado em guerra econômica”, afirmou, destacando a capacidade de resistência da nação caribenha apesar das dificuldades.
Por sua vez, o intelectual Frei Betto ofereceu uma perspectiva histórica, enfatizando o papel de Cuba na solidariedade internacional e observando que sua Revolução tem se caracterizado, por mais de seis décadas pelo compromisso com os povos oprimidos.
Insistiu na necessidade de definir corretamente a política dos EUA:
“Não usemos a palavra embargo, usemos a palavra bloqueio.” “O bloqueio é um crime.”
Fonte: Prensa Latina
