A presidente do Crescente Vermelho Turco, Fatma Meriç Yılmaz, denunciou o uso da fome como punição em Gaza, onde persistem graves dificuldades de acesso a alimentos, água potável e serviços de saneamento.
Segundo um comunicado da organização humanitária, Yılmaz visitou o porto egípcio de El Arish e armazéns do Crescente Vermelho para supervisionar o envio de ajuda destinada ao enclave palestino e avaliar as necessidades no terreno.
A funcionária, acompanhada pelo embaixador turco no Cairo e uma delegação, também visitou a passagem de fronteira de Rafah.
Yılmaz reiterou que garantir o acesso da população civil à ajuda humanitária é uma obrigação do direito internacional humanitário e lamentou que as restrições continuem a agravar a situação humanitária em Gaza.
Ela indicou que, após o cessar-fogo, estava prevista a entrada diária de 600 caminhões com ajuda humanitária, mas apenas cerca de 100 conseguem chegar ao território palestino.
Acrescentou que 160 caminhões transportando ajuda enviada pelo Crescente Vermelho Turco por via marítima aguardam autorização para entrar em Gaza.
A organização distribui refeições quentes e água potável, apoia serviços de saúde e canaliza parte de seus suprimentos através dos chamados Barcos da Boa Vontade, pelo porto de El Arish. Durante sua estadia no Egito,
Yılmaz também visitou pacientes palestinos provenientes de Gaza que recebem tratamento no Cairo e anunciou um programa de apoio no Hospital do Crescente Vermelho Palestino, com um orçamento de aproximadamente 3,2 milhões de liras turcas, o equivalente a cerca de US$ 66.500.
Desde o início da ofensiva israelense contra Gaza, em outubro de 2023, as restrições às passagens de fronteira têm dificultado severamente a circulação de pessoas e a entrada de ajuda humanitária.
Segundo dados palestinos, a ofensiva israelense deixou mais de 73.000 mortos e 174.000 feridos, a maioria mulheres e crianças, além de causar destruição generalizada da infraestrutura do enclave.
Fonte: Prensa Latina.
