Casa TodosNacionalCuba denuncia a responsabilidade dos EUA pela situação precária do sistema elétrico cubano

Cuba denuncia a responsabilidade dos EUA pela situação precária do sistema elétrico cubano

por Irene Fait

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou na quinta-feira as ações da guerra econômica dos Estados Unidos e seu impacto sobre a precária situação do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

Por meio de sua conta na plataforma X, o ministro afirmou que culpar o governo cubano pelo estado da infraestrutura elétrica do país é uma mentira destinada a encobrir o crime que Washington está cometendo contra o povo cubano.

O chefe da diplomacia cubana lembrou que “os Memorandos Presidenciais NSPM-5 de 2017 e 2026 estabelecem o estrangulamento e a perseguição financeira e comercial como o cerne da asfixia contra Cuba“.

Destacou que essa guerra econômica foi reforçada pela reintegração da ilha à lista unilateral de supostos Estados patrocinadores do terrorismo em janeiro de 2021 e, posteriormente, em janeiro de 2025.

“Eles nos transformaram em um país de ‘risco’ para qualquer transação, negócio ou investimento estrangeiro”, comentou.

Citou como exemplo o caso de uma empresa europeia que, em 2023, cancelou a venda de peças de reposição para turbinas de geração de energia, temendo sanções dos EUA, mesmo com o financiamento disponível em Cuba.

Da mesma forma, em 2025, uma empresa de um país amigo teve sua assistência técnica negada para a entrada em operação de uma peça essencial da usina termelétrica de Cienfuegos, por conter mais de 10% de componentes de origem americana”, acrescentou Rodríguez.

Explicou que “técnicos de empresas contratadas para prestar assistência decidiram não viajar para Cuba, prestes a subir no avião, devido a ameaças e pressões”.

Na mensagem, também se referiu ao Decreto Executivo 14380, emitido pelo Presidente dos Estados Unidos em 29 de janeiro de 2016, que autorizou a imposição de tarifas punitivas sobre as importações de países que fornecem petróleo a Cuba direta ou indiretamente.

“Antes do bloqueio energético, os petroleiros que transportavam combustível para Cuba eram ameaçados com multas, confisco de bens, exclusão do sistema financeiro global e até mesmo interceptação em alto mar e confisco de sua carga”, explicou.

E especificou que a tudo isso se soma que 40 bancos estrangeiros se recusaram a fazer negócios com Cuba, bloqueando 140 transferências bancárias, muitas delas relacionadas a pagamentos para a compra de tecnologia de energia solar ou eólica.

Disse que o sistema elétrico cubano não é vítima de negligência. É vítima de uma guerra atroz. Quem a executa deliberadamente sabe perfeitamente bem o mal que está causando à população e se esconde atrás de uma fachada de mentiras e propaganda.

Fonte: ACN

 

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