O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou, durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do BRICS, a ameaça de agressão militar direta e o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos contra seu país.
Em seu discurso no fórum multilateral, o ministro cubano rejeitou veementemente as ordens executivas do presidente Donald Trump de 29 de janeiro e 1º de maio, bem como as decisões do Departamento do Tesouro de 7 de maio, que reforçam o bloqueio econômico contra a Ilha a níveis extremos.
Rodríguez explicou que o bloqueio causa danos humanos extraordinários, com sofrimento e privações extremas para as famílias cubanas.
Da mesma forma, detalhou que o bloqueio energético impactou sobre a geração de eletricidade, causando apagões prolongados e dificuldades no bombeamento de água, no fornecimento de gás liquefeito e na distribuição de alimentos.
O ministro especificou que essas medidas afetam o transporte, os serviços médicos e a vida do povo cubano.
Embora a mortalidade infantil permaneça baixa, observou Rodriguez, dobrou no último período, e quase 100.000 pacientes, incluindo 12.000 crianças, aguardam cirurgia.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba apelou à comunidade internacional para que se mobilize a fim de evitar uma aventura militar contra Cuba que causaria uma catástrofe humanitária, derramamento de sangue e a desestabilização da região.
“Criar escassez, privação e estrangulamento total para provocar uma situação social que leve à derrubada da Revolução Cubana sempre foi o verdadeiro objetivo da hostilidade dos Estados Unidos”, afirmou Rodríguez.
Apesar do contexto adverso, o ministro enfatizou que o povo cubano demonstrou unidade, determinação e grande resiliência. “Em pouco mais de um ano, com o apoio de nações como China, Rússia, Vietnã e Índia, Cuba alcançou progressos consistentes em soberania energética”, destacou.
O ministro defendeu a promoção de novos projetos de cooperação que acelerem a inovação, bem como a criação de um repositório do BRICS para ciência e pesquisa a serviço das nações do Sul.
Rodríguez reafirmou o firme compromisso de seu país com o respeito ao direito internacional e com a construção de uma ordem mais justa, equitativa e democrática.
Da mesma forma, agradeceu o apoio e solidariedade demonstrados pela grande maioria da comunidade internacional, em particular pelos Estados-membros e parceiros do BRICS.
“Sempre podem contar com a nossa disponibilidade e modesta contribuição para estes objetivos legítimos e urgentes dos povos do Sul Global”, concluiu.
Fonte: Prensa Latina
