Casa TodosComentárioCuba detalha no BRICS as ameaças de agressão contra a Ilha

Cuba detalha no BRICS as ameaças de agressão contra a Ilha

por Irene Fait
Cuba sigue construyendo su camino soberano, a pesar del bloqueo, sanciones y amenazas

Por Roberto Morejón.

 

Cuba levou ao grupo BRICS sua denúncia das ameaças de agressão do governo dos EUA e do impacto das ordens executivas de Donald Trump, que visam endurecer o bloqueio.

O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, participou de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco em Nova Delhi. Vale lembrar que Havana faz parte do BRICS como parceiro.

A fala do chefe da diplomacia cubana foi particularmente esclarecedora, ao focar nas medidas de Washington para reforçar o bloqueio econômico, que agora se estende também ao combistível.

A exposição do ministro cubano faz parte dos esforços do governo para explicar em fóruns internacionais o alcance das práticas do governo Trump, práticas que geram sofrimento humano e privações extremas para seus cidadãos.

O bloqueio energético dos EUA impediu a chegada de navios-tanque de combustível ao longo de 2026, com exceção de um petroleiro russo.

Os cubanos têm que lidar com apagões prolongados, dificuldades no bombeamento de água e reduções nos serviços de saúde, educação e transporte, o que tornou o cotidiano mais difícil.

Os ministros das Relações Exteriores e chefes de delegação participantes da cúpula do BRICS foram informados de que quase 100.000 pacientes, incluindo 12.000 crianças, aguardam cirurgia em Cuba.

As ordens executivas de Trump e suas medidas complementares estão prejudicando a economia cubana e empresas internacionais, dada sua natureza extraterritorial.

Esta é uma das questões de maior interesse para os membros do BRICS, cujos ministros das Relações Exteriores acabaram de abordar a incerteza econômica, as barreiras comerciais, o impacto das mudanças climáticas e os desafios tecnológicos que moldam o cenário global.

Cuba espera que a cooperação dentro do BRICS seja fortalecida, que as questões de desenvolvimento sejam priorizadas e as queixas dos países que enfrentam problemas de segurança energética, alimentar e sanitária devido à hostilidade dos EUA sejam atendidas.

Cuba e o restante do Sul Global têm grandes esperanças no BRICS porque, entre outros motivos, o bloco leva em consideração os interesses e as opiniões de seus membros. Em consonância com uma clara tendência entre os países em desenvolvimento, a Ilha vê nesse bloco um ator fundamental na geopolítica global.

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