Cuba reafirmou neste sábado, no Brasil, o legado duradouro do Movimento 26 de Julho, com um apelo à unidade, à solidariedade internacional e à defesa de sua soberania diante do intensificado bloqueio dos Estados Unidos.
A Biblioteca Nacional do Brasil sediou um evento político e cultural para celebrar o Dia da Rebeldia Cubana, em memória dos ataques aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, em 26 de julho de 1953.
Aquela ação, comandada pelo histórico líder da Revolução, Fidel Castro, marcou o início da etapa final da luta de Cuba pela independência.
O evento no Brasil contou com a presença de diplomatas, membros de organizações políticas e sociais de esquerda, simpatizantes e cubanos residentes no país sul-americano.
Os acontecimentos de 26 de Julho foram consequência do golpe de Estado perpetrado pelo tirano Fulgencio Batista em 10 de março de 1952 e de um sistema corrupto e assassino patrocinado pelos Estados Unidos, afirmou o embaixador cubano em Brasília, Víctor Cairo.
Especificou que o acontecimento reacendeu uma luta que se transformou em uma revolução de massas, uma revolução da maioria, dos humildes e para os humildes, cujo exemplo transcendeu as fronteiras da ilha devido ao seu humanismo, internacionalismo e solidariedade.
Da mesma forma, denunciou que o povo cubano continua a enfrentar as consequências do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas, agravado nos últimos tempos por novas medidas coercitivas que afetam o fornecimento de energia, medicamentos e outros recursos essenciais.
Nesse contexto, conclamou a fortalecer a unidade dos povos latino-americanos e caribenhos, inspirados pelos ideais de Martí e Simón Bolívar, contra o que descreveu como ameaças decorrentes de políticas intervencionistas e neoconservadoras promovidas por Washington. Pedro Batista, do Comitê de Solidariedade com Cuba, em Brasília, destacou o exemplo da Revolução Cubana e de Fidel Castro para os povos que lutam por justiça social.
No seu entendimento, defender Cuba hoje constitui um ato de compromisso com a soberania e a autodeterminação, especialmente diante da intensificação do bloqueio dos EUA. Em declarações à Prensa Latina, Ana Moraes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra , enfatizou que a celebração representa uma reafirmação da solidariedade, do compromisso e da lealdade dessa organização ao povo cubano.
A resistência cubana serve de exemplo para aqueles que aspiram a construir uma sociedade mais justa, demonstrando que é possível transformar a realidade com independência, dignidade e compromisso com os setores mais desfavorecidos, destacou Matheus Hygino, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia.
Fonte: Prensa Latina
