Por Maria Josefina Arce.
Cuba mantém viva na memória os seus filhos e filhas que foram vítimas de ações terroristas organizadas, financiadas e executadas pelos Estados Unidos contra a Revolução Cubana. Por essa razão, juntamente com o mundo, comemora em 21 de agosto o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Terrorismo”, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 2017.
Mais de 3.400 cubanos morreram e 2.099 ficaram incapacitados em decorrência dos atos violentos e criminosos instigados pelos Estados Unidos contra o nosso país.
A nação cubana carrega muitas feridas, tendo sido alvo, durante décadas, do terrorismo de Estado perpetrado por Washington, que deu refúgio em seu território a notórios criminosos de origem cubana.
É o caso de Luis Posada Carriles, um dos mentores do Crime de Barbados, que jamais foi levado à justiça por esse ato hediondo. Em 6 de outubro de 1976, um avião da Cubana de Aviación explodiu em pleno voo matando 73 pessoas a bordo.
A lista de atos terroristas contra o nosso país é longa, incluindo o incêndio e a destruição total da loja de departamentos El Encanto, em Havana, em abril de 1961, e, um mês depois, o incêndio de um cinema na cidade de Pinar del Río durante a exibição de um desenho animado infantil, um ato criminoso que feriu 26 crianças e 14 adultos.
A política criminosa contra a nação caribenha também incluiu ataques contra pescadores e soldados que guardavam a fronteira com a base naval ilegal de Guantánamo, no leste de Cuba, a colocação de bombas em instalações turísticas e até mesmo agressão biológica com a introdução da dengue hemorrágica em 1981.
E como parte desse terrorismo, foi imposto um bloqueio econômico, comercial e financeiro, com o objetivo de estrangular o país e provocar descontentamento.
O endurecimento do bloqueio imposto pelo governo do presidente Donald Trump, com diversas medidas, incluindo um bloqueio energético, impacta significativamente sobre o cotidiano dos cubanos e o funcionamento de setores vitais como o da saúde.
Cuba sabe muito bem o que é terrorismo; há décadas é vítima dessa prática criminosa perpetrada pelos Estados Unidos em sua obsessão por derrubar a revolução.
