Defender a soberania de Cuba é uma causa estratégica para a América Latina diante das políticas dos EUA, alertou João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil.
Em um artigo publicado no site Intercept Brasil, Stédile conclamou governos progressistas, organizações de base e forças de esquerda de todo o continente a redobrarem sua solidariedade com a ilha caribenha, que sofre um bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington há mais de seis décadas.
O líder do MST afirma que o governo dos EUA mantém uma política de hostilidade permanente contra Cuba porque não consegue aceitar a existência de um projeto soberano tão próximo de suas fronteiras.
“Os capitalistas americanos e seu governo não conseguem aceitar a soberania de um povo que constrói seu próprio destino tão perto dos Estados Unidos”, destacou.
Stédile acredita que a intensificação das medidas contra a ilha visa quebrar a resistência de seu povo e enviar uma mensagem aos demais países da região.
“As ameaças de sanções contra os líderes do país servem também de alerta para todos os governos do continente: se podem fazê-lo com Cuba, podem fazê-lo com qualquer outro país, como já fizeram com a Venezuela”, observou.
E acrescentou que a derrota de Cuba seria a derrota de toda a América Latina. “Seria a derrota de um projeto alternativo ao neoliberalismo senil” e “uma derrota para todos os povos latino-americanos, que precisam cultivar a esperança diante do imperialismo dos Estados Unidos”.
O líder salientou que a situação atual exige uma resposta mais enérgica dos governos latino-americanos por meio de ações concretas de cooperação política e material.
Nesse sentido, destacou as iniciativas de solidariedade promovidas pelo México e apelou a uma maior participação do Brasil no envio de alimentos, combustível e apoio diplomático à ilha.
Stédile também lembrou a contribuição histórica de Cuba para a formação de profissionais de saúde de diversos países, bem como o trabalho de médicos cubanos em comunidades vulneráveis na América Latina, África e outras regiões do mundo.
“Jamais nos esqueceremos dos milhares de médicos cubanos que vieram trabalhar em comunidades pobres e negligenciadas no Brasil”, disse.
E destacou a participação da nação caribenha na luta contra o colonialismo na África e sua cooperação internacional durante emergências sanitárias como a epidemia de Ebola e a pandemia de Covid-19.
Cabe aos governos progressistas da América Latina, às forças populares e aos partidos progressistas defender com toda a energia possível e necessária a soberania do povo cubano e de seu governo, afirmou.
Fonte: Prensa Latina
