Casa TodosNacionalDíaz-Canel a OperaMundi: O bloqueio dos EUA é uma punição coletiva contra Cuba

Díaz-Canel a OperaMundi: O bloqueio dos EUA é uma punição coletiva contra Cuba

por Irene Fait

O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou a intensificação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos como castigo coletivo contra o povo cubano e enfatizou a importância da solidariedade internacional no seu enfrentamento.

Em entrevista ao jornalista brasileiro Breno Altman, transmitida na noite de terça-feira em edição especial do programa 20 Minutos, do portal de notícias Opera Mundi, o presidente descreveu a política estadunidense como “uma política criminosa, verdadeiramente genocida”, cujas consequências impactam tanto sobre a economia nacional quanto o cotidiano das famílias.

Ele observou que “a situação atual é resultado de um processo que se acumulou ao longo de mais de 60 anos, agravado desde 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando foram aprovadas 240 medidas adicionais que hierarquizaram, internacionalizaram e intensificaram o bloqueio”.

Díaz-Canel acrescentou que isso se soma a ordem executiva de 29 de janeiro, que impõe um bloqueio energético.

“Nenhuma economia pode sobreviver sem combustível”, afirmou Díaz-Canel, explicando que o país precisa de aproximadamente sete milhões de toneladas de combustível anualmente, mas produz apenas entre três e quatro milhões, o que o obriga a depender de importações que atualmente estão severamente restritas.

“A falta de combustível reduziu a geração de eletricidade e causou apagões prolongados, impactando toda a economia e afetando setores como transporte, abastecimento de água, coleta de lixo e distribuição de alimentos e medicamentos”, explicou.

O chefe de Estado cubano indicou que, na esfera social, mais de 96 mil pessoas aguardam cirurgia, incluindo mais de 11 mil crianças, devido à limitação de recursos, enquanto a educação teve que se adaptar a modalidades de ensino menos presenciais, e os apagões estão obrigando as famílias a reorganizar suas rotinas.

“Apesar desse cenário, o povo cubano demonstrou resiliência e, em meio a essas condições, manteve a união e a esperança, sem ceder ou se deixar humilhar”, enfatizou. Em seu diálogo com o jornalista brasileiro, o chefe de Estado também se referiu à solidariedade internacional, tanto a recebida dos governos quanto a proveniente de movimentos sociais e da população, considerando-a fundamental para o enfrentamento da crise.

Destacou o apoio de países como China e Rússia, além de México e Colômbia, que enviaram alimentos e suprimentos.

Em particular, mencionou a recente chegada de um navio russo com 730 mil barris de petróleo, que descreveu como um gesto altamente simbólico que permitiu à Ilha ter acesso a um terço do combustível necessário para um mês.

Da mesma forma, ressaltou iniciativas como a caravana Nossa América, organizada pela Internacional Progressista, que entregou doações de módulos fotovoltaicos, alimentos e medicamentos.

Em relação ao Brasil, referiu-se aos laços históricos entre os dois países, comentou que Cuba recebe apoio do povo e do governo brasileiro e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido um dos mais ativos na denúncia do bloqueio dos EUA. Díaz-Canel alertou que a ajuda enfrenta obstáculos devido à natureza extraterritorial do bloqueio, que afeta outros países, mas reiterou que existe disposição do governo brasileiro em cooperar com a Ilha.

Opera Mundi é um portal de notícias brasileiro especializado em assuntos internacionais.

Fonte: Prensa Latina

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