Casa TodosNacionalCuba na ONU: A atual ordem econômica internacional compromete a Agenda 2030

Cuba na ONU: A atual ordem econômica internacional compromete a Agenda 2030

por Irene Fait

O Representante Permanente de Cuba junto à ONU, Embaixador Ernesto Soberón, declarou nesta terça-feira, em Nova York, que a atual ordem econômica internacional constitui um obstáculo estrutural à concretização do direito ao desenvolvimento e põe em risco o cumprimento da Agenda 2030.

Participando da 13ª sessão do Mecanismo de Peritos sobre o Direito ao Desenvolvimento, o diplomata reiterou o compromisso inabalável de seu país com esse direito humano. Soberón saudou o 40º aniversário da Declaração da ONU sobre o Direito ao Desenvolvimento e enfatizou a necessidade de transformar a arquitetura financeira internacional, garantir a participação efetiva dos países em desenvolvimento e assegurar o acesso equitativo e incondicional ao financiamento.

Destacou a importância de uma abordagem abrangente para lidar com a crise da dívida soberana e defendeu o fortalecimento da cooperação internacional, incluindo a cooperação Norte-Sul, Sul-Sul e triangular. Ele também ressaltou a urgência de cumprir os compromissos de Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e de eliminar medidas coercitivas unilaterais que prejudicam esse direito.

O embaixador denunciou as crescentes medidas do governo dos Estados Unidos contra Cuba, incluindo o endurecimento do bloqueio e a restrição ao fornecimento de combustível, que impactam diretamente a economia nacional e o bem-estar da população, afetando desproporcionalmente os setores mais vulneráveis.

Da mesma forma, reafirmou o apoio de Cuba aos mecanismos das Nações Unidas dedicados à promoção do direito ao desenvolvimento e reconheceu o trabalho do Mecanismo de Peritos.

O representante cubano na ONU apelou para ações urgentes na transformação das relações econômicas internacionais e na eliminação de práticas que dificultam esse direito, reiterando o compromisso do país com sua defesa nos âmbitos nacional e internacional.

A Declaração, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 1986, estabelece que o direito ao desenvolvimento é um direito humano inalienável, individual e coletivo, que permite aos povos e indivíduos participar ativamente de seu próprio desenvolvimento e dele se beneficiar de forma justa.

Fonte: Prensa Latina

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