Casa TodosNacionalDíaz-Canel convoca a salvar a Revolução Cubana do cerco dos EUA

Díaz-Canel convoca a salvar a Revolução Cubana do cerco dos EUA

por Irene Fait
Diaz-Canel en el coloquio sobre Fidel

O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou na segunda-feira que salvar a Revolução Cubana do bloqueio econômico e das ameaças dos Estados Unidos é o maior desafio da atual geração.

O presidente pronunciou estas palavras durante a abertura do 1º Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, no Palácio das Convenções de Havana.

Díaz-Canel agradeceu aos delegados de diversas nações que desafiaram distâncias, campanhas de desinformação e a pressão de seus próprios governos para estarem em Cuba.

“Esta não é uma certeza infundada. Temos uma história marcada por dificuldades, um povo dedicado à resistência e o legado de um líder que, sempre à frente desse povo, transformou promessas em vitórias”, declarou Díaz-Canel.

O presidente cubano relembrou a situação de Cuba antes de 1959, quando 37,5% da população era analfabeta, 70% das crianças em áreas rurais não tinham professores e 95% sofriam de infecções parasitárias.

Diante dessa realidade, afirmou, a revolução transformou radicalmente o país.

“Basta analisar as estatísticas atuais, mesmo sob as terríveis restrições impostas por mais de seis décadas de bloqueio econômico e sete meses de bloqueio energético”, destacou Díaz-Canel.

“Cuba é o país com a maior taxa de médicos per capita, mais de nove para mil habitantes; um dos dez com a maior expectativa de vida no continente, com 77,7 anos; e aquele que mais contribuiu para a saúde e a educação de sua população e de outras nações.”

O chefe de Estado enfatizou que o líder histórico da Revolução Cubana não deixou receitas prontas, mas sim um método. “Quando Fidel proferiu seu discurso em 16 de outubro de 1953, com as cinco leis revolucionárias — reforma agrária, direitos trabalhistas, reforma urbana, confisco de bens ilícitos e participação dos trabalhadores nos lucros — ele havia desenvolvido um programa que diagnosticava os males estruturais de uma economia subdesenvolvida e dependente”, recordou.

Díaz-Canel enfatizou que Fidel foi o primeiro a denunciar a globalização neoliberal e a lerguer a voz em defesa dos povos do Sul Global.

“Ele nos ensinou que a luta para preservar o meio ambiente e a espécie humana é também uma batalha anti-imperialista. Que a ciência deve estar a serviço do povo. Que a unidade dos revolucionários é mais importante do que qualquer diferença”, acrescentou.

Díaz-Canel ressaltou que o legado de Fidel ressoa hoje com mais força do que nunca. “Fidel guiou o destino de Cuba com uma consistência sem paralelo na história contemporânea. Mas não foi apenas um líder e uma figura política. Foi um trabalhador incansável, um eterno estudante, um orador que moveu multidões, um estrategista que antecipou o futuro”, sentenciou.

Fonte: Prensa Latina

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