Por Roberto Morejón.
As declarações triunfalistas de Donald Trump sobre a guerra que EUA e Israel travam contra o Irã não dissipam a impressão generalizada de que o conflito agravou a economia global.
Trump se recusa a admitir que o ataque à República Islâmica e o subsequente bloqueio do estreito de Ormuz abalaram os alicerces políticos, militares e econômicos do planeta, cujos efeitos ninguém sabe por quanto tempo irão durar.
O impacto econômico do conflito imposto por Washington e Tel Aviv é o mais visível, com os preços do petróleo atingindo US$ 114 o barril e os preços da gasolina somente nos Estados Unidos subiram 34%.
Trump proclama que venceu a guerra contra o Irã, mas ignora os alertas de governos e organizações multilaterais de que o aumento dos preços da energia e de produtos básicos está afetando as pessoas comuns.
O Banco Mundial previu um aumento de 24% nos preços da energia este ano, enquanto os preços dos produtos básicos aumentarão 16%, impulsionados pelo alto custo do petróleo, fertilizantes e metais essenciais.
Especialistas estão comparando a crise atual àquela desencadeada pelo republicano no início de sua guerra comercial, há um ano.
As tarifas nos Estados Unidos estão em seu nível mais alto em muito tempo, com uma taxa média de quase 10%, em comparação com 2,5% no início de 2025.
Com efeito, cresce a preocupação nos Estados Unidos com uma realidade econômica que piorou sob a presidência de Trump.
O custo médio de um galão de gasolina ultrapassou US$ 4,45 e o diesel está acima de US$ 5,64, um aumento de dois dólares em comparação com a mesma data em 2025.
Até mesmo alguns dos apoiadores estão criticando Trump por não priorizar seu slogan “América Primeiro”, e argumentam que ele está se concentrando demais na política externa.
Se o estado de guerra com o Irã continuar, afirmam, os problemas atuais vão piorar, já que o conflito armado prejudicou grande parte da produção mundial de petróleo e gás.
Nesta fase do conflito no Oriente Médio, muitos países estão buscando alternativas ao seu comércio tradicional com os Estados Unidos, dado o seu unilateralismo, a escalada dos conflitos e seus planos de controlar mais esferas de influência.
