Diversas figuras proeminentes de vários setores da Espanha divulgaram, na segunda-feira, um manifesto em apoio a Cuba e contra a ameaça de agressão militar por parte dos Estados Unidos.
Segundo José Manzaneda, coordenador de Cubainformación, mais de 120 membros de universidades espanholas, dois ex-reitores e pesquisadores do CSIC (centro de pesquisas) estão se mobilizando contra a intimidação militar de Cuba.
Diante das crescentes ameaças de intervenção militar por parte do governo Donald Trump, de suas declarações e das de seu secretário de Estado, Marco Rubio, diversos setores da Espanha estão se alinhando com a ilha caribenha.
Em resposta ao envio do porta-aviões USS Nimitz para o Caribe e à recente acusação formal contra o líder cubano Raúl Castro, 122 representantes de docentes e equipes de pesquisa de diversas universidades espanholas e do CSIC divulgaram o manifesto “Não à Agressão Militar contra Cuba”.
A iniciativa também inclui dois ex-reitores, mais de 30 professores e cerca de 20 membros do CSIC.
O texto, disponível em https://sites.google.com/usal.es/noagresionacuba, denuncia que “a ameaça de intervenção militar da maior potência mundial contra uma pequena ilha não só teria consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade regional, como também constitui um crime internacional em sua fase de formulação”.
Os signatários apontam diretamente para as recentes declarações de Trump e Rubio, que descrevem Cuba como uma “ameaça à segurança nacional”, bem como para o envio do porta-aviões USS Nimitz para o Caribe e para a acusação contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, por supostos eventos ocorridos há 30 anos.
Os signatários exigem o fim imediato das ameaças, a cessação do bloqueio econômico e o pleno respeito à soberania de Cuba.
Entre os primeiros que assinaram o texto estão a antropóloga e líder ecofeminista Yayo Herrero; e os ex-reitores universitários Carlos Berzosa (Universidade Complutense de Madrid) e Josep Ferrer Llop (Universidade Politécnica da Catalunha).
Também a ex-vereadora de Madrid e professora emérita de Filosofia Montserrat Galcerán; os cientistas do CSIC Antonio Turiel e Fernando Valladares; o professor e deputado Francisco Sierra; os economistas Eduardo Garzón e Carlos Sánchez Mato; e os filósofos Jorge Riechmann, Carlos Fernández Liria e José Antonio Pérez Tapias.
“Queremos deixar por escrito que existe uma voz crítica e pluralista nas universidades espanholas que se opõe a qualquer agressão e defende o diálogo e o respeito pelo direito internacional”, afirmou José Sarrión, professor da Universidade de Salamanca e coordenador da iniciativa.
