Por María Josefina Arce.
Uma grande amizade, baseada na admiração, no respeito mútuo e em profundas convicções, uniu dois homens de estatura universal: o lutador antiapartheid Nelson Mandela e o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro.
O Dia Internacional Nelson Mandela, celebrado todos os anos em 18 de julho desde 2010 é uma ocasião apropriada para refletir sobre a notável relação entre esses dois estadistas e entre os povos cubano e sul-africano.
Para Mandela, os cubanos ocupavam um lugar especial no coração do povo africano, descreveu a revolução como uma fonte de inspiração para todos os amantes da paz.
Cuba foi um dos primeiros países que ele visitou em 1991, após ter saído da prisão, depois de 27 anos de encarceramento por lutar contra o sistema opressivo de segregação racial que prevalecia na nação africana.
Madiba, como os sul-africanos o chamavam carinhosamente, abraçou seu amigo Fidel, a quem descreveu como uma inspiração por ter suportado quase três décadas na prisão.
O líder histórico da Revolução Cubana, por sua vez, descreveu o lutador antiapartheid como um homem honrado, modesto, de enorme mérito, grande força e resiliência.
E na África do Sul, em 1994, Fidel encontraria Mandela novamente em sua posse como o primeiro presidente negro da África do Sul.
A irmandade entre esses dois homens extraordinários também se destacaria nas relações entre as duas nações, cuja essência Mandela definiu quando disse: “Os cubanos chegaram às distantes terras africanas como médicos, professores, soldados, especialistas agrícolas, nunca como colonizadores”.
Um passo adicional no fortalecimento dos laços entre os dois povos foi o estabelecimento de relações diplomáticas entre Pretória e Havana no dia seguinte à posse de Mandela como presidente, após sua vitória nas primeiras eleições multirraciais em seu país.
Nelson Mandela e Fidel Castro são símbolos de resiliência, força e solidariedade. Sua profunda amizade refletia os fortes laços entre os povos cubano e sul-africano.
