Casa TodosNacionalNa Itália, destacam a assistência médica cubana na Calábria

Na Itália, destacam a assistência médica cubana na Calábria

por Irene Fait
medicos cubanos en Calabria

A colaboração médica cubana na região italiana da Calábria é essencial para a manutenção do sistema de saúde e continuará apesar das ações dos EUA contra ela, segundo relato publicado no sábado.

O governo dos EUA, particularmente o secretário de Estado Marco Rubio, está exercendo forte pressão com o objetivo de acabar com a presença de uma brigada de médicos cubanos em todas as províncias calabresas, denuncia um artigo publicado no site do jornal Avvenire.

O artigo lembra que, para esse fim, o Encarregado de Negócios dos EUA em Cuba, Mike Hammer, viajou à Calábria em fevereiro passado com o Cônsul Geral dos EUA em Nápoles, Terrence Flynn, e se reuniu com o governador regional, Roberto Occhiuto.

“É incomum que a diplomacia de Washington se preocupe com os profissionais de saúde de uma região italiana”, observa o texto, aludindo à verdadeira intenção: tentar privar a ilha da receita proveniente desses serviços, que ajudam a financiar os gastos com saúde na Itália.

Além disso, a Itália é o único país da União Europeia que emprega um contingente significativo de médicos cubanos em seus hospitais, portanto, o fim dessa presença representa “um objetivo político simbólico” para Washington, segundo observadores.

O acordo remonta a julho de 2022, quando Occhiuto, que também atuava como comissário regional de saúde, assinou um acordo na Embaixada de Cuba em Roma com a Empresa Cubana de Serviços Médicos para fornecer até 497 profissionais à Calábria.

O resultado “tem sido muito positivo”, disse o dr. Francesco Moschella, chefe do serviço de emergência do hospital Polistena em Gioia Tauro, ao jornal Avvenire. Ele descreveu a situação da saúde local como desastrosa até a chegada dos primeiros médicos cubanos, número que agora chega a quase 400.

Occhiuto afirmou que “se dependesse dele, teria acolhido até mil médicos cubanos” e se referiu à pressão do governo dos EUA, que “eu também sofri durante o governo Biden, mas que aumentou sob Trump”, acrescentou a fonte.

Fonte: Prensa Latina

 

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