Destacam início da fase Três de ensaios clínicos de vacina cubana antiCovid

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
2021-03-09 19:40:39

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Havana, 9 de março (RHC).- Rolando Pérez, diretor de Ciência e Inovação do grupo empresarial BioCubaFarma, destacou o início da fase Três de ensaios clínicos da Soberana 02, uma das cinco candidatas cubanas de vacina antiCovid-19. O Centro para o Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos deu luz verde ao procedimento.

Pérez declarou que outra candidata, a Abdala, deve receber em breve a autorização para entrar nessa etapa. Os outros imunizantes concebidos pelos cientistas cubanos são a Soberana 01, a Soberana Plus e a Mambisa.

“Quando a gente adoece e consegue vencer a enfermidade desenvolve-se uma imunidade natural contra o vírus, e isso é o que permitem as vacinas”, explicou. E ressaltou que é necessário continuar desenvolvendo outras vacinas que ajudem a controlar a pandemia.

Por sua vez, a doutora Maria Eugenia Toledo, do Instituto de Medicina Tropical “Pedro Kouri” e pesquisadora principal do ensaio clínico da Soberana 02, indicou que nesta fase estão envolvidos mais de 40 mil voluntários, e um dos desafios é demonstrar que cumpre com as exigências estabelecidas no país e no mundo para esse tipo de produto.

Em Londres, a acadêmica britânica Helen Yafte ressaltou o fato de Cuba ter quase prontas várias vacinas contra o Sars-Cov2. Em declarações à agência Prensa Latina, disse que essa é uma boa notícia para as nações do Sul, porque gera esperança em poder ver o fim do impacto da pandemia muito mais rapidamente do que se dependessem dos grandes laboratórios farmacêuticos internacionais.

Yafte, professora da Universidade de Glasgow e especialista em temas cubanos e latino-americanos, assinalou que a mídia de repente percebeu que Cuba tem “uma indústria biotecnológica incrível e de nível mundial”.

Mencionou que antes da pandemia esta Ilha já exportava seus produtos biotecnológicos a 49 países, e formou empresas mistas nessa área em vários deles. Lembrou que mais de 400 mil profissionais da saúde cubanos têm prestado serviço em dezenas de nações pobres ou em vias de desenvolvimento desde que triunfou a Revolução em janeiro de 1959.

“É por isso que uma das vacinas se chama Soberana, porque oferece a esta Ilha a independência e a possibilidade de garantir a saúde e o bem-estar de sua população e de outras nações do Sul, e inclusive de países desenvolvidos como os EUA se estiverem interessados em adquiri-la”, assinalou a acadêmica britânica.



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