Casa TodosNacionalO ministro das Relações Exteriores de Cuba rejeita declarações de Marco Rubio

O ministro das Relações Exteriores de Cuba rejeita declarações de Marco Rubio

por Irene Fait

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou na quarta-feira que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está mais uma vez tentando culpar o governo da Ilha pelos danos que o governo americano inflige ao povo cubano.

“O secretário de Estado está repetindo seu roteiro mentiroso e tentando culpar o governo cubano pelos danos implacáveis ​​que o governo americano está causando ao povo cubano.

Ele é porta-voz de interesses corruptos e vingativos, concentrados no sul da Flórida, que não representam os sentimentos da maioria do povo americano, nem dos cubanos que vivem lá”, escreveu o ministro das Relações Exteriores Na rede social X.

“Continua falando de US$ 100 milhões em ajuda, que Cuba não rejeitou, mas cujo cinismo é evidente para qualquer um diante dos efeitos devastadores do bloqueio econômico e do bloqueio energético”, prosseguiu.

Bruno Rodríguez afirmou que o Secretário de Estado está se aproveitando da nefasta data de 20 de maio, que inaugurou um período neocolonial para Cuba, como um apêndice dependente dos Estados Unidos, status ao qual o chefe da diplomacia americana deseja que Cuba retorne.

“A Cuba neocolonial e a Emenda Platt são o passado. O presente e o futuro são independência e soberania”, garantiu.

Marco Rubio afirmou na quarta-feira que 20 de maio de 1902 representa a independência de Cuba, destacando que naquele dia a bandeira cubana tremulou pela primeira vez sobre um país soberano, mas sem reconhecer que a nação caribenha deixou de ser uma colônia da Espanha para se tornar uma neocolônia dos Estados Unidos.

Naquele dia, em 1902, a bandeira cubana tremulou pela primeira vez sobre um país independente, afirmou o chefe da diplomacia americana, distorcendo a história.

Da mesma forma, observou que a situação atual na ilha é crítica, mencionando apagões prolongados, escassez de alimentos, combustível e eletricidade, mas não mencionou que o bloqueio econômico, comercial e financeiro, agravado pelo bloqueio do petróleo, é responsável pelas carências sofridas pela população cubana e é o principal obstáculo ao desenvolvimento do país.

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