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Turbilhão de coerções

por Irene Fait
Volker Turk

Por Roberto Morejón.

 

Durante 2016, o governo Trump intensificou as medidas coercitivas contra Cuba, transformando o bloqueio em um cerco sufocante.

As duas ordens executivas assinadas pelo republicano este ano receberam considerável atenção da mídia, mas suas medidas de contenção também exercem um efeito devastador sobre os cubanos na Ilha.

Em primeiro lugar, o bloqueio energético, cuja existência é negada pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, teve um impacto particularmente forte, ao quase paralisar o país.

Apenas um petroleiro chegou a Cuba em cinco meses e meio, uma doação da Rússia — um gesto apreciado pelos cubanos, embora seu efeito tenha evaporado rapidamente.

Nessas circunstâncias, é muito difícil para os cubanos acessarem bens e serviços essenciais, embora um plano do governo priorize a alocação mínima de combustível para setores críticos e população vulnerável.

Apagões que duram 30 horas ou mais, cortes no abastecimento de água, escassez de combustível para veículos e para cozinhar, e exigências para que empresas estrangeiras se abstenham de fazer negócios com um determinado conglomerado empresarial estão entre as dificuldades enfrentadas pelos cubanos.

Da mesma forma, ressaltam a imposição de restrições a altos funcionários e organizações de massa, as falsas acusações contra o líder histórico Raúl Castro, a pressão sobre empresas estrangeiras para que se retirem do mercado cubano e a suspensão de cartões de débito internacionais.

Diversas companhias aéreas cessaram operações nesta nação, as dificuldades para realizar transações financeiras externas aumentaram e o controle de Washington sobre o país é palpável, visando isolar Cuba.

Com declarações periódicas de Trump e outros funcionários sobre o que apresentam como esforços para “assumir o controle de Cuba”, analistas apontam para o objetivo de criar um nível de descontentamento social que force o que se classifica como mudança de regime.

Enquanto a Casa Branca continua a insistir, sem provas, na suposta ameaça que Cuba representa para a segurança dos EUA, a ONU tomou nota da situação.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, instou energicamente os Estados Unidos a suspenderem as sanções que empurraram – disse – a popilação cubana a um sofrimento extremo.

Para Türk, a situação em Cuba é dramática, o que contrasta com a afirmação de Marco Rubio de que seu governo não tem nenhuma responsabilidade no assunto.

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