Por María Josefina Arce.
A cultura tem sido e continua sendo essencial para a vida espiritual da nação cubana e para a preservação das ricas tradições que moldam sua identidade.
Com o triunfo da revolução em janeiro de 1959, Cuba incentivou a participação de todos os seus cidadãos nos processos culturais e o seu acesso ao melhor da arte cubana e internacional.
No entanto, como Cuba tem denunciado em diversos fóruns internacionais, essa esfera tem sido seriamente afetada pelo bloqueio dos EUA, que já dura mais de seis décadas e se intensificou a níveis extremos sob o governo do presidente Donald Trump.
Em uma sessão recente na sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em Paris, Cuba destacou que as últimas medidas adotadas por Washington, incluindo o bloqueio energético, impactam diretamente sobre o setor cultural.
A política hostil dos EUA afeta diretamente os criadores, a produção artística e o funcionamento das instituições culturais e educacionais.
Isso dificulta as atividades realizadas nas Casas da Cultura que, desde sua criação, há quase cinco décadas, se espalharam por todo o país e contribuíram para o enriquecimento espiritual da população.
O bloqueio também impede o desenvolvimento de projetos comunitários, espaços onde o conhecimento é transmitido, as práticas tradicionais são preservadas e valores e princípios são incutidos, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida em diversas comunidades.
O bloqueio limita a aquisição de tecnologia de ponta para o desenvolvimento de expressões artísticas como cinema, teatro e música, bem como para a educação artística nos diversos centros do país.
Eventos e festivais que os cubanos aguardam ansiosamente, como a Feira Internacional do Livro de Havana e o Festival de Cinema Novo Latino-Americano, também são prejudicados.
As limitações impostas pelo bloqueio genocida dos EUA são imensas.
Mas o país se recusa a desistir de manter viva sua cultura, uma cultura sinônimo de resistência e defesa dos valores nacionais.
