O Conselho Executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA) aprovou hoje, por ampla maioria, a versão preliminar do Plano Estratégico para Cuba 2026-2030, apesar da forte pressão dos Estados Unidos para impedi-lo.
Durante a sessão anual do órgão máximo de governo do PMA, a delegação cubana, chefiada pelo embaixador Jorge Luis Cepero, Representante Permanente junto às agências das Nações Unidas em Roma, defendeu a posição de seu país contra as manobras dos EUA.
Cepero denunciou a pressão e as sanções de Washington, que visam impedir a entrada de ajuda humanitária e dificultar a distribuição de alimentos na ilha, incluindo as tentativas frustradas de manipular o PMA para obstruir a aprovação de seu programa para Cuba.
A delegação cubana reafirmou que essa cooperação e esse plano estratégico são ferramentas vitais para o desenvolvimento sustentável em um contexto complexo marcado pelo aumento das ações genocidas dos Estados Unidos contra o povo cubano.
Na sessão final da atual reunião anual do Conselho Executivo do PMA, realizada de 23 a 26 de junho na sede da organização em Roma, a grande maioria dos Estados-membros votou a favor de Cuba, e apenas Marrocos se alinhou com os Estados Unidos.
Em declarações à Prensa Latina, Cepero afirmou que “esta é uma vitória retumbante, demonstrando que Cuba não está sozinha” e enfatizou que até mesmo as obscuras manobras processuais dos EUA para tentar impedir a votação sobre o programa foram derrotadas.
O embaixador cubano observou que a implementação do programa facilita as operações do PMA em Cuba, incluindo o acesso a combustível, apesar da pressão dos EUA para bloquear a entrada de recursos energéticos, o que obstrui o trabalho de organizações internacionais.
O Plano Estratégico do Programa Mundial de Alimentos para Cuba, totalizando US$ 116.425.668, abrange o período de 1º de julho de 2026 a 31 de dezembro de 2030 e seus objetivos estão alinhados com o Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
O foco está na cooperação, no fortalecimento da segurança alimentar, na melhoria dos sistemas logísticos e na proteção das populações vulneráveis contra a escassez de recursos — algo de vital importância, dada a intensificação do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, acrescentou o embaixador cubano.
Fonte: Prensa Latina
